16/04/2026

Preço do boi gordo segue firme, mas há sinais de queda a partir de maio

 Preço do boi gordo segue firme, mas há sinais de queda a partir de maio

Em São Paulo, compradores buscaram gado em outros Estados em busca de melhores condições — Foto: Gilson Abreu/AE

Frigoríficos estão temerosos em relação à progressão da cota chinesa, que sinaliza para esgotamento entre os meses de maio e junho.

O mercado pecuário esteve firme nesta terça-feira (14/4). Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 18 registaram altas nos preços do boi gordo, enquanto 15 apresentaram estabilidade na comparação com o dia anterior.

Segundo a Scot, o movimento estava sustentado pelo bom desempenho da exportação e melhora do consumo interno em relação à semana anterior, além da postura firme da ponta vendedora. Em São Paulo, frigoríficos com escalas mais confortáveis estavam menos agressivos, e havia compradores buscando gado em outros Estados em busca de melhores condições.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação do boi gordo seguiu em R$ 365 a arroba para o pagamento a prazo. Nas ofertas de compra para o “boi China” e para a vaca, a alta foi de R$ 3 por arroba, para R$ 370 e R$ 335, respectivamente.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o atual ambiente sugere que a partir de maio e durante o terceiro trimestre aumenta a possibilidade de recuo das cotações em meio à redução das exportações.

“Os frigoríficos passam a se ausentar dos negócios, ainda temerosos em relação à progressão da cota chinesa, que sinaliza para esgotamento entre os meses de maio e junho. Tivemos plantas em São Paulo, Goiás e Rondônia saindo da compra de gado hoje”, explica Iglesias (Globo rural, 15/4/26)