A guerra final pela liberdade – Por Paula Sousa
Foto Wilton Junior Estadão
Se você ouviu falar de um financista bilionário, ligado à elite política e jurídica, envolvido em festas secretas em mansões onde tudo era gravado para garantir o "silêncio" dos poderosos, provavelmente pensou no caso Epstein. Pensou errado. Estamos falando de Daniel Vorcaro e o Banco Master. O que parecia ser apenas uma ascensão meteórica no mercado financeiro revelou-se uma teia de corrupção que liga o submundo do dinheiro à mais alta cúpula de Brasília.
Este escândalo não é apenas sobre desvios; é sobre o "DNA" do atual governo. Enquanto o brasileiro comum luta para entender como um banco pequeno explodiu em volume de negócios, a resposta surge nos bastidores: o segredo é ter os "amigos certos". Augusto Lima, o Guga, já havia cantado a pedra: no Brasil do PT, o melhor negócio é ser sócio de político. E essa promiscuidade não fica só no papel. Ela frequenta camarotes de luxo, como o do famigerado "Careca do INSS", onde Gleisi Hoffmann, Zeca Dirceu e até José de Abreu foram vistos celebrando enquanto o país afundava.
A engrenagem do poder e o medo das urnas
O sistema está em pânico. As pesquisas para as eleições de 2026 já não conseguem mais esconder o óbvio: Flávio Bolsonaro lidera com folga contra Lula em um eventual segundo turno. O povo brasileiro despertou. A "era da gratidão" por migalhas sociais acabou. O eleitor atual percebeu que o governo é uma máquina ineficiente que só serve para sustentar uma aristocracia socialista em Brasília, enquanto o livre mercado e a economia descentralizada oferecem as verdadeiras soluções.
Lula sabe disso. Ele sente o cheiro da derrota. O homem que um dia se vendeu como o "pai dos pobres" hoje é a figura mais criticada e rejeitada do país nas redes sociais. A verdade dói: a maioria esmagadora das menções ao seu nome é negativa. E como um típico projeto de ditador, a resposta dele não é melhorar o governo, mas calar quem reclama.
O "puxadinho" da censura: O golpe da segunda-feira
Para evitar que os escândalos do Banco Master, do INSS e do tráfico de influência de Lulinha — que usava o nome do pai para abrir portas bilionárias no mercado de canabidiol sem nunca ter plantado uma muda — destruam a campanha, o sistema preparou uma armadilha. Nesta segunda-feira, o Congresso vota em regime de urgência o PL 4675/2025.
Sob o nome bonito de "Superintendência de Mercados Digitais", o governo Lula quer criar uma verdadeira Gestapo digital. O projeto, desenhado por Lewandowski, Haddad e Messias, dá ao presidente o poder de indicar quem será o "xerife" da internet brasileira. Esse órgão terá o poder subjetivo de decidir o que é "fake news", aplicar multas milionárias e até derrubar plataformas inteiras.
A estratégia é clara: aliviar a barra do STF, que já está desgastado demais com a opinião pública, e terceirizar a censura para um órgão administrativo aparelhado. É a estatização da verdade. Se você disser que o governo é corrupto, você será silenciado. Se mostrar a ligação de Lula com ditaduras vizinhas, terá seu perfil derrubado. O PT quer que, durante as eleições, o único som permitido seja o dos elogios pagos com o seu dinheiro.
A "guerra" de Lula contra o povo
Lula já deixou claro em suas recentes convenções: "É guerra". Acabou o figurino de "Lulinha paz e amor". O aceno à militância radical é um grito de desespero. Ele está tentando reanimar uma base desiludida prometendo o "comunismo de verdade", enquanto tenta, de forma patética, mimetizar um discurso antissistema.
Chega a ser cômico ver um partido que ocupa o poder há quase três décadas, que tem o controle do orçamento e o apoio das cortes superiores, tentar se vender como "contra o sistema". O sistema são eles! O sistema é o Banco Master ganhando bilhões enquanto você paga imposto até para comprar uma blusa na Shopee. O sistema é o filho do presidente fazendo lobby bilionário enquanto o aposentado depende de um INSS aparelhado por "carecas" influentes.
Lula abandonou o centro. Escanteou Geraldo Alckmin e agora tenta arrastar o PSD de Kassab para o mesmo buraco onde enterrou o PSDB. A aposta deles é a radicalização total. Eles acreditam que, se controlarem os algoritmos e proibirem críticas ao governo — como o PT já pediu formalmente ao TSE —, conseguirão enganar o povo mais uma vez.
Por que a descentralização é o maior inimigo deles?
O grande erro da esquerda brasileira é achar que a rejeição que sofrem é culpa de um "algoritmo malvado". Eles não entendem — ou fingem não entender — que a informação descentralizada mudou o jogo econômico.
Hoje, o trabalhador prefere a liberdade de um aplicativo de transporte à "proteção" sufocante da CLT. O cidadão percebe que o livre mercado é mais rápido, justo e eficiente que qualquer ministério em Brasília. O Estado tornou-se obsoleto, e o PT é o símbolo máximo dessa obsolescência. Eles tentam combater a tecnologia com censura, mas a economia sempre vence no final. Ninguém quer ser escravo de um sistema que tira 40% da sua renda para financiar camarotes em shows de Andrea Bocelli para a elite do partido.
O destino do Brasil em jogo
As eleições de 2026 não serão apenas uma disputa entre dois nomes. Será o confronto final entre a liberdade e a servidão. De um lado, temos uma aristocracia disposta a incendiar o país e destruir as redes sociais para manter seus privilégios e esconder seus arquivos comprometedores. Do outro, uma população que descobriu que não precisa de um "grande líder" para decidir como deve viver, trabalhar e falar.
A perseguição contra a direita no Brasil atingiu níveis alarmantes, mas é o sinal de que o sistema está acuado. Eles usam o Judiciário como escudo porque perderam a voz nas ruas. Eles votam projetos na "surdina" porque têm medo do barulho que a verdade faz quando se espalha.
Se permitirmos que o PL da Censura passe, estaremos entregando a chave da nossa boca para quem nos rouba. Lula quer um Brasil calado para que o Banco Master, os "carecas" do poder e os filhos privilegiados continuem operando nas sombras.
O sistema deu as cartas, mas o povo é quem tem o trunfo. A guerra começou, e desta vez, eles não podem esconder a verdade embaixo do tapete de Brasília. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 11/2/2026)

