A ilusão do “já ganhou”:O sistema ligou o modo desespero – Por Paula Sousa
Se você está aí, achando que a eleição já está no papo só porque os números mostram vantagem, acorda pra vida! Faltam só nove dias para o dia D e o sistema resolveu chutar o balde.
Vendo a água bater no pescoço, os donos do poder ligaram o trator e estão comprando a reeleição ao vivo, a cores e sem vergonha nenhuma na cara.
Segundo as análises certeiras de Leandro Ruschel, quem não percebeu a jogada suja ensaiada nos bastidores esta semana vai tomar um susto monumental no dia 25 e entregar o Brasil de bandeja por mais quatro anos.
Pesquisa no papel vs. Voto na urna: a piada de sempre
A matemática é simples: no primeiro turno, Flávio cravou 47% dos votos válidos contra 45% do ex-condenado. Uma vantagem de mais de dois milhões de votos.
Hoje, Flávio lidera em quase todas as pesquisas, marcando algo entre 51% e 53%.
Mas vamos combinar: acreditar ceticamente em instituto de pesquisa a essa altura é pedir para ser feito de bobo. Ruschel faz questão de
lembrar aquele velho truque: na véspera do primeiro turno, o Datafolha jurava que o Lula tinha 45% e o Flávio 42%. Abertas as urnas, a direita apareceu com 47%. Um "pequeno" erro de cinco pontos contra a direita — uma tradição que se repete desde 2022 com a precisão de um relógio suíço.
Só que enquanto a militância comemora vitória antes da hora, quem aposta dinheiro de verdade acendeu o sinal amarelo. No site gringo Polymarket,
as chances do Flávio caíram de 88% para 80%, enquanto a candidatura do PT subiu de 10% para 21%. A esquerda botou os sindicatos para rodar e foi pra rua.
O recado é claro: eles não vão entregar o osso fácil.
O grande casamento de conveniência: A "República do Master"
Para salvar o plano de poder, o PT precisava de um milagre.
E onde ele foi buscar socorro? No velho companheiro, Alcolumbre.
Como bem pontua Ruschel, o climão entre o governo e a cúpula do Congresso foi resolvido com a ajuda de ilustres ministros do Supremo, como
Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, em jantares bem regados.
O motivo de tanto amor repentino? Puro instinto de sobrevivência. O PT quer o poder; já as excelências do Congresso e do Judiciário precisam de blindagem total por causa das bombas do "Caso Master".
É avião executivo pra lá, contrato milionário pra cá, imagens vazadas e uma lista de autoridades citadas em celulares apreendidos pela Polícia Federal que não para de crescer.
Como a nova turma do Senado promete ser bem menos amigável a partir de 2027 — com sua principal pauta de abrir processos de impeachment contra ministros —, a pressa é absurda. Eles precisam salvar a própria pele agora, porque se o PT continuar no Planalto, vem mais pressão no Congresso e quatro vagas do STF no bolso.
O festival de bondades com o SEU dinheiro
Com o pacto selado nas sombras, a conta foi apresentada ao pagador de impostos em ritmo de liquidação de fim de ano:
- Perdão de dívidas para MEI: A 12 dias de votar, o governo que passou a vida inteira demonizando o pequeno empresário resolveu virar "santo" e perdoar dívidas dos microempreendedores.
-Hipocrisia pouca é bobagem!
- A pegadinha da Escala 6x1: Alcolumbre aprovou no Senado a PEC do fim da escala 6x1 em dois turnos na mesma tarde! Uma jogada demagógica genial: quem votava contra virava o "malvado que quer escravizar o trabalhador". Obviamente passou por 75 a 1. A conta dessa brincadeira populista? Inflação, desemprego e o trabalhador pagando o pato mais tarde.
- Máquina pública como palanque: Pronunciamento oficial, inauguração de obra e até discurso na ONU viraram comercial de campanha de graça na TV.
E a piada final fica por conta da Justiça Eleitoral. Lembra quando o Bolsonaro ficou inelegível por causa de uma simples reunião com embaixadores? Pois é! Agora, diante de um derrame bilionário de bondades a dias do pleito, o TSE apenas pediu bondosamente para as campanhas "diminuírem o
volume de reclamações". Dois pesos e duas medidas.
Não existe "já ganhou"!
A máquina do Estado, o Congresso vendido, a imprensa amestrada e quem mais você imaginar estão jogando o tudo ou nada.
Na história do Brasil recente, quem ganhou o primeiro turno nunca perdeu o segundo. Mas o sistema não vai cair sem espernear e usar a última gota de veneno.
A única coisa capaz de estragar a festa dessa turma é você. Nestes últimos nove dias, a missão é ir para cima: cobrar parente, chacoalhar amigo
indeciso, desmascarar a conversinha fiada do governo e botar todo mundo para votar. Se a gente vacilar agora, o sistema vence e a gente passa mais quatro anos sustentando esse teatro.
Sobre a autora:
Paula Sousa é historiadora, professora com 8 anos de docência nas áreas de Humanas e pós-graduada em Gestão Pública. Com
especializações que vão do Processo Legislativo e Finanças à Inteligência Artificial Generativa, é articulista e roteirista focada em geopolítica,
história e socioeconomia — com produções para veículos como o Visão Libertária.
É também palestrante e membro do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil (16/10/2026)

