29/07/2026

Aumento da tensão no Oriente Médio faz ureia subir quase 14% em um mês

Aumento da tensão no Oriente Médio faz ureia subir quase 14% em um mês

Para os produtores, tendência de aumento é má notícia devido à proximidade da época de preparo para a próxima safra — FotoGlobo Rural

 

Preço do insumo passou de US$ 405 para US$ 461 por tonelada entre 26 de junho e 23 de julho, segundo a StoneX.

 

O preço da ureia subiu 14% em um mês nos portos do Brasil. Passou de US$ 405 para US$ 461 por tonelada entre 26 de junho e 23 de julho. A informação é da consultoria StoneX.

 

O analista de inteligência de mercado Tomás Pernías afirma que o viés de alta no mercado de nitrogenados está se fortalecendo. As restrições em rotas logísticas que passam pelo Estreito de Ormuz dão ao mercado a percepção de aperto na oferta.

 

Do lado da demanda, dois importantes importadores estão disputando o mercado: o Brasil, que costuma elevar sua demanda por nitrogenados nesta época do ano; e a Índia, que tenta repor estoques para o período em que seu mercado fica mais aquecido.

 

Para os compradores brasileiros, a manutenção dessa tendência de aumento é má notícia, diz Pernías. Ele observa que os produtores estão preparando a próxima safra, e os importadores costumam aumentar suas compras.

 

“Os volumes combinados de ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio importados entre janeiro e junho deste ano indicam um estoque de nitrogênio inferior ao observado em anos anteriores. Por isso, é importante que as compras brasileiras ganhem tração nas próximas semanas”, comenta o analista.

Pelo menos até o momento, diz ele, a relação de troca de ureia por grãos está “relativamente atrativa”. Mas, nos fosfatados, a situação está mais desfavorável ao agricultor.

 

“As relações de troca entre milho e ureia permanecem em níveis próximos à média dos últimos anos. Isso indica que o agricultor ainda não foi significativamente afetado pela recente valorização do fertilizante. No mercado de fosfatados, porém, as relações de troca estão desfavoráveis, pressionando a rentabilidade do produtor." (Globo Rural, 28/7/26)