11/02/2026

Brasil repete pior resultado em ranking de corrupção

Brasil repete pior resultado em ranking de corrupção

Imagem Reprodução ResearchGate

 

Por William Waack

 

Talvez essa piora tenha a ver com o fim da ordem internacional baseada em regras, que está sendo substituída depressa pela lei da selva e pelos fortões que fazem o que bem entendem, e os fracos que se virem.

 

A corrupção está piorando no mundo inteiro -- quer dizer, a percepção dela, tal como publicado anualmente pela ONG Transparência Internacional.

 

Talvez essa piora tenha a ver com o fim da ordem internacional baseada em regras, que está sendo substituída depressa pela lei da selva e pelos fortões que fazem o que bem entendem, e os fracos que se virem. Talvez seja só percepção, mas seja como for, é zero o consolo para o Brasil, que repetiu sua pior posição no já mencionado índice de percepção de corrupção da Transparência Internacional.

 

Não são só os escândalos como INSS e Master, é o que a Transparência chama de "inércia" do STF em analisar recursos contra uma decisão do ministro Dias Toffoli que anulou todas as provas do acordo de leniência da Odebrecht, no episódio do Petrolão, sustentando uma de suas principais conclusões sobre o Brasil. A de que existem fragilidades estruturais no sistema brasileiro de controle da corrupção. 

 

Citando como exemplo dessas falhas o grau de infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, a Transparência cita nesse contexto também contratos de alto valor firmados com a família de integrante do Supremo, além de conflitos de interesse e interferências indevidas em investigações. Também a expansão das emendas parlamentares surge aos olhos da Transparência Internacional como preocupante caso que facilita corrupção.

 

O quadro geral no Brasil quanto à corrupção é de estagnação, assinalou a ONG. Faltou dizer: num buraco bem fundo (CNN Brasil, 10/2/26)