11/06/2026

Citricultores de Araraquara lamentam discriminação da Faesp/Senar ao setor

Citricultores de Araraquara lamentam discriminação da Faesp/Senar ao setor

Tirso Meireles - Foto IA Gemini

Tirso Meirelles, presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP excluiu do rateio das verbas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar os Sindicatos Rurais de Araraquara e Ribeirão Preto, que representam o maior cinturão de produção de citros e cana-de-açúcar do Estado de São Paulo e do Brasil, por revanchismo político. Ele teve sua eleição, em dezembro de 2023, e sua auto posse em 14 de abril de 2024 no Theatro Municipal de São Paulo anuladas por decisão unânime do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. O processo tramita no Tribunal Superior do Trabalho.

 

Enquanto a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP postava em seu site (www.faespsenar.com.br) mensagem que destacava o “Dia do Citricultor”, comemorado nesta última 2ª feira (8) como “a força de uma cadeia estratégica para São Paulo, para o Brasil e para o mercado internacional”, produtores rurais voltaram a criticar o presidente sub judice da entidade Tirso Meirelles que vem mantendo o Sindicato Rural local excluído do rateio da verba do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar.

João Henrique de Souza Freitas, Delegado do Sindicato Rural de Araraquara junto à Faesp/Senar-SP denuncia discriminação  do presidente sub judice da entidade Tirso Meirelles contra produtores de citros e cana-de-açúcar

 

“Estamos sendo discriminados apenas por que apoiamos o movimento de oposição “Nova Faesp” que conseguiu anular as eleições de dezembro de 2023 e a auto posse de Tirso Meirelles no Theatro Municipal de São Paulo em 14 de abril de 2024. De forma unilateral e trazendo grande prejuízo para os produtores da nossa região, o presidente sub judice excluiu os produtores rurais dos sindicatos de Araraquara e também de Ribeirão Preto”, denuncia João Henrique de Souza Freitas, vice-presidente e Delegado do Sindicato Rural de Araraquara junto à Faesp/Senar-SP e também Secretário da Agricultura da Prefeitura Municipal de Araraquara.

 

O Dia do Citricultor é comemorado anualmente em 8 de junho. A data foi estabelecida no Brasil em 1969 para homenagear os profissionais que cultivam frutas cítricas (como laranjas, limões e tangerinas) e destacar a importância do setor para a economia do País. A citricultura brasileira gera cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos, sendo uma das cadeias do agronegócio que mais emprega no campo.

 

Araraquara (SP) é considerada o coração e um dos principais polos do cinturão citrícola de São Paulo e do Brasil. A cidade abriga a sede do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) e concentra operações das maiores empresas do setor no mundo, como a Cutrale. O faturamento da cadeia de citros movimenta cifras bilionárias, com o cinturão citrícola (SP/MG) movimentando anualmente mais de US$ 14 bilhões. O setor é altamente demandante de mão de obra manual, oferecendo em média um posto de trabalho a cada 9 hectares. O Caged registrou recordes recentes com mais de 55 mil admissões anuais.

 

O Produto Interno Bruto (PIB) gerado apenas no cinturão citrícola de São Paulo e Sudoeste de Minas gira em torno de US$ 6,5 bilhões, e o país é responsável por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja. O Estado de São Paulo é o grande motor da atividade, concentrando cerca de 80% da produção nacional, o que gera impactos diretos na renda e empregabilidade do interior do Estado (Da Redação, 11/6/26)