Com novo governo e mudanças estruturais País pode virar novo líder global
Imagem Reprodução Blog CPG Click Petróleo e Gás
“Para o Brasil se consolidar como uma nova potência mundial, superando sua posição atual de "potência emergente" ou economia de média renda, o País precisa superar desafios estruturais históricos e focar em pilares de desenvolvimento tecnológico e infraestrutura.
Apesar desses desafios, o Brasil tem o potencial de se tornar um pilar na nova ordem mundial como um dos principais fornecedores globais de segurança alimentar, energética e digital.
Em suma, a transição para uma potência mundial depende menos da disponibilidade de recursos naturais e mais da capacidade de implementar reformas estruturais, melhorar a educação e aumentar a eficiência produtiva” – IA Google

Por Paulo Junqueira
O processo eleitoral de outubro deste ano será certamente o mais importante da história brasileira pois do seu resultado dependerá o caminho para o futuro ou o retrocesso para o passado e o presente a partir da ideologia retrógrada, predatória e autofágica adotada e implementada pelos partidários do PT que governam o País por 17 anos. Esse período inclui os mandatos de Lula (2003–2010), Dilma Rousseff (2011–2016) e o terceiro mandato de Lula iniciado em 2023.
Nesta última semana o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, em entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo e reproduzida pelo BrasilAgro (https://www.brasilagro.com.
Praticamente ao mesmo tempo o Estado de S.Paulo publicou reportagem com o título “Brasil tem chance única para em uma década crescer e ganhar maior relevância global”, também transcrito pelo BrasilAgro (https://www.brasilagro.com.
A simples leitura e reflexão sobre o seu conteúdo, jogam toda a responsabilidade para os eleitores na escolha dos seus candidatos em outubro para a adoção de estratégias de convergência econômica, onde países emergentes buscam reduzir a disparidade de renda, produtividade e desenvolvimento em relação aos países desenvolvidos ou a manutenção de políticas consideradas equivocadas envolvendo preocupações com a responsabilidade fiscal, a eficiência da máquina pública e a direção do crescimento econômico.
O voto de cada um dos brasileiros deve sinalizar se estamos de acordo em manter o atual nível de desajustes e desequilíbrios provocados pela corrupção e impunidade, baixa qualidade da educação pública, desigualdade social e pobreza, ineficiência da máquina pública e burocracia, saneamento básico e habitação, sistema de saúde público (SUS) sobrecarregado, violência urbana e segurança pública ou se vamos nos empenhar em transformar o Brasil num país melhor e mais justo, com suas instituições funcionando em sua plenitude, para as nossas futuras gerações.
A expressão "instituições funcionando em sua plenitude" refere-se ao momento em que os pilares de um Estado Democrático de Direito (como o Judiciário, Legislativo e Executivo) operam com autonomia, equilíbrio e eficácia, garantindo a ordem constitucional e os direitos fundamentais, sem interferências indevidas.
Agro Brasil 50, a estratégia para o setor nos próximos 50 anos

Foto Werther Santana/Estadão
É na faixa tropical do planeta, que compreende países da América Latina, da África Subsaariana e de parte da Ásia, que deve haver um aumento da produção agrícola voltada para alimentos, fibras e energia nos próximos anos, prevê o ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getulio Vargas (FGV), o engenheiro agrônomo, Roberto Rodrigues.
“O Brasil é o único país dessa região que desenvolveu uma tecnologia de agricultura tropical sustentável, de fato”, afirmou o ex-ministro ao Estadão. Ele acredita que o papel do País será o de liderar e ensinar os demais da região a trilharem o mesmo caminho no agronegócio. “O modelo lastreado na tecnologia pode ser replicado e acho que esse é o papel do Brasil no século 21 em diante.”
Roberto Rodrigues desenvolve duas frentes de trabalho no agronegócio. Em uma delas, reúne uma grande equipe multidisciplinar, formada por técnicos da FGV e de outras instituições públicas e privadas, para traçar uma política de Estado para o agronegócio brasileiro. O estudo contempla cinco pontos básicos para o desenvolvimento do setor: tecnologia, acordos comerciais, logística e infraestrutura, políticas públicas voltadas para renda no campo e organização rural por meio de cooperativas e sindicatos.
Outra frente de trabalho coordenada pelo ex-ministro é sobre o projeto batizado Agro Brasil 50, no momento negociado com Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O projeto vai tratar de estratégia agrícola. Isto é, a intenção é saber o que 45 países do mundo estarão produzindo e comprando do setor agro até o ano 2050. O estudo será um direcionamento, vai dar uma orientação para o produtor e para o governo, diz Rodrigues. E será complementar com o outro estudo do plano estratégico do agro brasileiro. “Um completa o outro”.
O ex-ministro destaca que “o processo tecnológico tropical é único no planeta e é sustentável. Hoje o Brasil cultiva mais ou menos 60 milhões de hectares com grãos por ano, na verdade são 84 milhões. O Brasil é o único país do mundo que faz duas safras na mesma área e até três, a soma é 84 milhões de hectares.)
E acrescenta: Se nós tivéssemos hoje a produtividade por hectare que tínhamos em 1990, seriam necessários mais de 124 milhões de hectares a mais para produzir a safra nesse ano. Portanto, isso significa que nós preservamos 124 milhões de hectares de desmatamento. “Isso é sustentabilidade na veia, legítima, verdadeira, não demanda nenhuma prova. A prova está dada pelos números”.
Na entrevista Roberto Rodrigues também enfatiza que “nossa matriz energética é 50% renovável, mas no mundo é 15%. Portanto, a nossa é 3 vezes maior do que a do mundo. Só que desses 50% que é renovável no Brasil, 60% vem do agro: eletricidade do bagaço de cana, combustível etanol de milho ou de cana, biodiesel, de soja, ou de sebo bovino, biometano de resíduos agrícolas, lenha, tudo isso é agricultura”.
E conclui que “o Brasil tem 30% da sua matriz energética vinda da agricultura. Isso é replicável no mundo tropica inteirinho. Essas duas coisas, alimento e energia, são a matriz da vida no mundo inteiro, e o Brasil pode ser o paraninfo desse processo. Não sendo só exportador de comida ou de energia, mas ensinando todos os países a fazerem, com modelos desenvolvidos que usam tecnologia tropical sustentável”.
Brasil numa posição melhor e mais importante nos negócios globais

Já o estudo produzido e divulgado pelo Boston Consulting Group ressalta que “depois de décadas de alguma volatilidade econômica, desindustrialização e de perda de participação nas cadeias de negócios globais, o Brasil está agora frente a uma conjunção histórica de fatores que pode ajudar a trazer um crescimento maior e a colocar o País numa posição melhor e mais importante dentro dos negócios globais.
Para a elaboração do estudo, ajudaram, por meio de entrevistas sobre as condições institucionais e econômicas brasileiras, nomes conhecidos do mundo de negócios globais, que percebem uma “chance única para esta geração para o País para iniciar um novo ciclo de crescimento sustentável”.
São eles os CEOs da Suzano, Beto Abreu; da Natura, João Paulo Ferreira; da Embraer, Francisco Gomes Neto; da Weg, Alberto Kuba; da Anima Investimentos, Pedro Passos; e da Motiva, Miguel Setas; além do presidente do conselho de administração da Iochpe-Maxion, Dan Ioschpe; do ex-CEO da Raízen e líder da iniciativa privada para a mais recente COP, Ricardo Mussa; e da sócia da gestora EB Capital Luciana Ribeiro.
A oportunidade permite ao Brasil se tornar “uma potência ainda maior no agronegócio, ampliar a sua presença nas cadeias produtivas globais, se tornar uma base para data centers e unidades produtivas intensivas em energia, e emergir como um fornecedor mais estratégico de minerais críticos”.
Para aproveitar esse potencial de uma forma melhor, no entanto, o País precisa tratar de vários gargalos históricos, “como barreiras tarifárias ao comércio, sistema tributário e regulatório complexos, e malha logística ultrapassada”. Também deveria buscar avançar além da sua dependência atual em relação às commodities.
De forma resumida, o relatório do BCG elencou seis grandes frentes de crescimento em que o Brasil está bem posicionado atualmente:
• Gerar mais valor a partir de seus recursos biológicos, com foco na bioeconomia e na monetização da biodiversidade;
• Acelerar o desenvolvimento de minerais críticos criando cadeias de valor locais;
• Liderar a transição energética global, atraindo indústrias intensivas em energia;
• Ampliar a inserção em cadeias globais de alto valor agregado, com maior competitividade industrial;
• Desenvolver o País como base de inovação digital e serviços globais;
• Modernizar infraestrutura para sustentar produtividade e integração
Tanto nas iniciativas anunciadas por Roberto Rodrigues quanto no estudo do CGC ficam clara e evidente a importância do agronegócio e principalmente dos produtores rurais raiz, aquele ligado à terra, tradicional e resiliente, que sustenta o Brasil com amor ao campo. Pode ser um pequeno agricultor familiar focado na subsistência ou um produtor tradicional (cerca de 28% do agro), confiável e experiente.
O produtor rural raiz - diferentemente dos produtores de papel, que aí estão como pragas sanguessugas e que não passam de oportunistas que têm que prestar contas a um Judiciário sério e responsável - enfrenta os desafios climáticos, valoriza o trabalho braçal e a lida diária, equilibrando sabedoria ancestral com a necessidade de modernização. Além disso, defende valores morais e éticos como Deus, Pátria Família e Liberdade!
O Brasil é um país pobre graças aos governos populistas do PT

Rita Mundim é comentarista da CNN Brasil. Foto Divulgação
Por Rita Mundim
O grande problema do Brasil são as narrativas. Nós somos um país pobre e enquanto não tivermos governos que assumam esta pobreza e que tente transformá-la em prosperidade através do trabalho nossa situação só tende a se agravar.
Temos um partido de trabalhadores que incentiva as pessoas a não trabalharem. Como vamos reverter uma realidade desta herança histórica de um cara chamado Getúlio Vargas que acabou com o Brasil no século passado e deixou um descendente chamado Lula?
Getúlio Vargas e Lula criaram a cultura de que o Estado é o pai, a mãe e tudo mais. Só que as pessoas não tem a educação para entender que quem financia o Estado é quem trabalha. E se você não trabalhar, quem é que vai pagar esta máquina inoperante e corrupta?
Então, se a gente não colocar na cabeça das pessoas que o PIB – Produto Interno Bruto é a soma de bens e serviços produzidos e que se não houver produção não existe riqueza, nós podemos fechar o país.
O Brasil está fadado a ser um país pobre, miserável. Nós estamos empobrecendo a cada ano exatamente pela cultura do Estado que é sustentado cada vez mais por uma classe trabalhadora menor.
Como vamos discutir a escala 6 x1 num país pobre? Esta escala vale para os países ricos e desenvolvidos mas não para nós que temos que trabalhar muito para revertermos o quadro ruim em que estamos.
E só chegamos a esta situação pela cultura do Estado imposta através dos governos populistas do PT!
Fatos & Perspectivas

“Que a nossa amizade seja tão forte quanto o botão do blazer usado por Tirso Meirelles, presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP”, cuja eleição e auto posse foram anuladas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Foto Divulgação Faesp/Senar-SP
· Faesp – 1: Na matéria publicada no O Globo (4/4) o presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, foi sincero ao reconhecer não ser um “político”. Isto porque a matéria revelou que Fernando Haddad havia mandado um emissário consultar o presidente sub judice para ser candidato a vice-governador na chapa do PT.
· Faesp – 2: Até aí nenhuma novidade. Até porque, mesmo tendo sua “eleição” e sua “auto posse” no Theatro Municipal de São Paulo anuladas pelo TRT-2, Tirso Meirelles usa a estrutura jurídica da Faesp/Senar-SP para se manter no cargo através de efeitos jurídicos suspensivos, e, ao mesmo tempo, por vingança persegue e exclui os produtores rurais das regiões de Ribeirão Preto e Araraquara do rateios da Taxa Senar.
· Faesp – 3: Na mesma matéria Tirso Meirelles confirma que seu foco como presidente sub judice é apoiar os pequenos e médios produtores. Líderes do movimento “Nova Faesp” denunciam que ele até o momento pouco fez em favor das reivindicações dos produtores rurais do agro, limitando-se a apoiar convescotes promovidos pela sua companheira Juliana Farah.
· Faesp – 4: Ao se autoproclamar líder dos pequenos produtores, Tirso Meirelles tenta interferir nas atividades e atribuições da Fetaesp - Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo) que reúne e representa os pequenos produtores rurais, agricultores familiares e assalariados rurais no estado de São Paulo.
Agrishow/2026: Para os produtores rurais a única certeza em relação a esta que é a maior feira de agronegócios da América Latina é a incerteza que pauta todas as conversas do setor.
· Paraná Pesquisas: Em São Paulo, Flávio tem 48,1% no 2º turno; Lula, 40,3%. Instituto entrevistou 1.600 eleitores, entre os dias 11 e 14 de abril; margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
· Lula sobre Flávio: "Quando o povo toma uma decisão, temos que aceitar". Lula voltou a dizer que está se preparando para o pleito, mas condicionou candidatura à convenção do Partidos dos Trabalhadores.
· Endividados: 67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras, e 21%, parcela em atraso, segundo Datafolha. Pesquisa mostra que 41% dos que pediram empréstimo a familiares e amigos estão em falta com pagamento. Inadimplência declarada com cartão de crédito parcelado, empréstimo bancário e carnê de loja supera 25%.
· Máquinas agrícolas – 1: Nos primeiros três meses deste ano, as vendas internas no varejo somaram apenas 9.800 unidades, 13,1% abaixo do patamar de janeiro a março de 2025.
· Máquinas... – 2: A indústria vê essa desaceleração com preocupação, mas o que mais preocupa o setor no momento é a velocidade registrada pelas importações. Em 2025, entraram 11 mil máquinas agrícolas estrangeiras no Brasil, 17% a mais do que em 2024.
· Máquinas... – 3: No início deste ano, a compra externa continua acelerada, e os números indicam uma evolução de 48,4% nas importações de janeiro a março ante igual período de 2025. China e Índia são as principais fornecedoras.
· Máquinas... – 4: No primeiro trimestre deste ano, as importações de máquinas agrícolas oriundas da China aumentaram 192%. Durante todo o ano de 2025, em relação a 2024, já haviam subido 86%.
(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 20/4/26)

