Conab revisa soja para cima e mantém perspectiva de safra recorde de grãos
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Órgão aponta para uma colheita de 178 milhões de toneladas da oleaginosa, principal produto agrícola do país.
O Brasil deverá produzir 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal divulgou nesta quinta-feira (12/2) seu quinto relatório de acompanhamento da safra atual.
Caso a projeção se confirme, a produção nacional será 0,3% maior do que a da temporada 2024/25. No ciclo passado, o país colheu 352,1 milhões de toneladas.
A nova estimativa é 0,3 milhão de toneladas maior do que a que a Conab apresentou em janeiro de 2026. No relatório anterior, a empresa estimou produção total de 353,1 milhões de toneladas.
O levantamento foi divulgado no momento em que se iniciam os trabalhos de colheita das culturas de primeira safra.
A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado.
Recorde na soja
A Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. No documento de janeiro, a companhia havia estimado a produção em 176,1 milhões de toneladas. Segundo a Conab, 17,4% da safra já está colhida.
"A gente teve um atraso na implantação da cultura, principalmente em outubro, por conta da irregularidade das precipitações, mas o desenvolvimento das lavouras foi considerado satisfatório na maioria dos Estados", analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.
Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar disso, o cultivo da primeira safra do cereal, já colhida, apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.
Para a segunda safra de milho devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.
Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior. A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a queda, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.
"No momento do plantio, o preço estava, como ainda está, abaixo do preço mínimo, o que desestimulou de certa maneira o produtor, e ele optou por uma troca de cultura", afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto.
Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.
Já os agricultores de algodão devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma (Globo Rural, 12/2/26)
Safra de 2026 deve atingir 342,7 milhões de toneladas, queda de 1%, diz IBGE

Para a soja, a estimativa de produção é de de 172,5 milhões de toneladas.
A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 342,7 milhões em 2026, queda de 1% ante 2025. É o que informou nesta quinta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar a Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de janeiro.
Ainda segundo o instituto, na comparação com a LSPA de dezembro de 2025, no entanto, a previsão que consta na LSPA de janeiro veiculada nesta quinta-feira (12), foi 0,8% superior, um acréscimo de 2,8 milhões de toneladas.
O IBGE informou ainda que a área a ser colhida para a safra de 2026 ficou em 82,7 milhões de hectares, na projeção de janeiro. Isso significa aumento de 1,4% frente à área colhida em 2025; (crescimento de 1,1 milhão de hectares ante ano anterior); e praticamente estabilidade (decréscimo de 27.452 hectares) ante projeção de dezembro.
O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representam 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida, na safra desse ano.
Para a soja, a estimativa de produção, para a safra de 2026, foi de 172,5 milhões de toneladas. Esse patamar será recorde, caso alcançado, detalhou o instituto, e representa alta de 1,3% ante estimativa anterior, do IBGE; com acréscimo de 3,9% ante safra anterior.
Quanto ao milho, a estimativa foi de 133,8 milhões de toneladas (28,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 105,2 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A projeção é 0,4% maior ante projeção anterior, feita pelo IBGE, mas 7,9% inferior ao resultado total do milho na safra passada.
O instituto detalhou ainda que, na safra 2026 ante safra 2025, estão previstos acréscimos, na área a ser colhida, de 0,5% na da soja, de 2,2% na do milho (altas de 9,3% no milho 1ª safra e crescimento de 0,5% no milho 2ª safra); e de 0,9% na do trigo (Globo Rural, 12/2/26)

