21/08/2026

Desgoverno gastador voraz compromete futuro do Brasil – Por Ronaldo Knack

Criação IA

“O governo Lula já deixou a sua marca, e ela não é social, nem democrática, nem popular. É a marca da censura, dos impostos e da corrupção.

Quando Lula fala em regular as redes sociais, isso não é defesa da democracia. É a tentativa de controlar o único espaço que ainda escapa do filtro do sistema. Hoje, a principal arma contra o seu governo são justamente as redes sociais.

 

É ali que o brasileiro denuncia, critica, compara, expõe contradições e rompe a blindagem construída em torno do poder. Lula sabe disso. E é por isso que insiste nesse discurso de regulação.

 

No fundo, o que se desenha é mais uma tentativa de calar vozes incômodas e enfraquecer o ambiente em que seu governo mais apanha.” – Editorial Blog É o Mundo

 

A mídia analógica e digital, mesmo a oficial – aquela que é abastecido com fartas verbas publicitárias – teve que, constrangida, veicular quatro notícias impactantes nas últimas horas e que confirmam, definitivamente, os resultados do famigerado desgoverno Lula 3:

 

“Não há expectativa de que o fornecimento de carne bovina à UE volte antes de dois anos, afirma ministro da Agricultura André de Paula” – Globo Rural, 19/8/26

“Produção de soja traz menor crescimento em 30 anos, diz consultoria Hedgepoint” – Globo Rural, 20/8/26

“Casas Bahia demitiu 12 mil funcionários e fechou quase 300 lojas desde 2023” – Folha de S.Paulo, 20/8/26

 

“Lulinha tinha “comunhão de interesses” econômicos” com lobista, afirma PF – Folha de S.Paulo, 21/8/26

 

Quando assumiu seu 3º mandato, Luiz Inácio encontrou as contas públicas ajustadas, com 23 ministérios. Vale lembrar que seu antecessor, Jair Bolsonaro, enfrentou a pior emergência sanitária global da Covid-19 que durou cerca de 38 meses. O desgoverno comandado pelo PT passou a contar com 38 ministérios.

 

Cercado de áulicos incompetentes, inexperientes e sagazes, que se apresentavam como “esquerdistas” que se apossaram de cargos estratégicos, e contando com o apoio de lideranças do Congresso Nacional e do ativismo judiciário, empurraram a até então pujante economia nacional para a beira do precipício.

 

Agora, nos últimos meses do seu mandato e depois que Luiz Inácio, 80 anos, pai de Lulinha envolvido em sérias denúncias em apuração pela Polícia Federal, prepotente e egocêntrico (que se considera o centro de tudo) se lançou candidato a seu 4º mandato com proposta de plano de governo dos seus mandatos anteriores que nunca foram e jamais serão viabilizadas. Os números abaixo falam por si próprios:

 

Dívida pública em relação ao PIB:

 

Dezembro de 2022: 71,7%

Dezembro de 2023: 74,3%

Dezembro de 2024: 75,9%

Dezembro de 2025: 78,3%

Junho de 2026: 81,9%

 

Crescimento do PIB:

 

2019: +1,2%

2020: -3,3% (impacto da pandemia de Covid-19)

2021: +4,8% (forte repique pós-pandemia)

2022: +3,0%

2023: +3,2%

2024: +3,4%

2025: +2,3% (impulsionado principalmente pela alta de 11,7% da agropecuária

Previsão para 2026: 1,98%

 

Histórico da Selic (Meta no fim de cada ano):

 

2019: Encerrou em 4,50% ao ano (início de ciclo de baixa).

2020: Encerrou em 2,00% ao ano (mínima histórica devido à pandemia).

2021: Encerrou em 9,25% ao ano (início da alta de juros pós-pandemia).

2022: Encerrou em 13,75% ao ano.

2023: Encerrou em 11,75% ao ano (retomada de cortes).

2024: Encerrou em 12,25% ao ano.

2025: Encerrou em 15,00% ao ano.

2026 (Atual): Está em 14,00% ao ano (após nova queda definida em agosto de 2026)

 

Os números acima explicam, em parte, a crise criada e implementada pelo desgoverno Luiz Inácio. Não deixam de ser um acinte, principalmente aos eleitores paulistas, os lançamentos das candidaturas de Fernando Haddad (Ex-ministro da Fazenda) ao Governo do Estado de São Paulo e Simone Tebet (Ex-ministra do Planejamento) ao Senado. Ambos têm suas digitais no descalabro da economia brasileira.

 

Haddad foi considerado o pior prefeito de São Paulo (2013 a 2016) e não conseguiu se reeleger. Tebet tenta migrar do Estado do Mato Grosso do Sul para São Paulo pois em seu estado natal não tem votos para se eleger. Seu partido (PSB) elegeu apenas o prefeito de Corumbá nas últimas eleições municipais enquanto que o PT, partido que lhe apoia em sua candidatura por São Paulo, não elegeu nenhum prefeito.

 

A eles se soma a candidatura da acreana Marina Silva (Ex-ministra do Meio Ambiente), do Sustentabilidade que forma federação com o PSOL. Ambos os partidos não elegeram nenhum prefeito nas últimas eleições municipais. Ela prestou um desserviço aos produtores rurais paulistas ao impor a eles a responsabilidade por incêndios ocorridos em agosto de 2024

 

Esta grave onda de incêndios atingiu mais de 8 mil propriedades rurais em cerca de 144 municípios do interior paulista. O fogo destruiu centenas de milhares de hectares, com prejuízos estimados em mais de R$ 2 bilhões para o agro. Sua origem foi a combinação severa de seca prolongada, altas temperaturas, ventos fortes e forte suspeita de ação criminosa (MST e PCC) em vários focos.

 

As acusações da então ministra Marina Silva foram “corroboradas” em setembro de 2024 pela pesquisadora e coordenadora do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia) Luciana Gatti que declarou em entrevista à GloboNews que produtores rurais teriam provocado incêndios de forma deliberada para baratear a colheita de cana. A fala gerou forte reação do governo paulista e de entidades do setor agropecuário, que repudiaram as acusações (Da Redação, 21/8/26)

Dados confirmam desastre econômico imposto pelo desgoverno aos brasileiros

Apontamentos sobre Brasil, OCDE, América Latina: Impostos e Renda:

 

  1. O Brasil combina carga tributária de país rico com PIB per capita de país de renda média.

 

  1. A carga tributária brasileira, de 33,7% do PIB, corresponde a aproximadamente 99% da média da OCDE, de 34,1%.

 

  1. A OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - reúne 38 países comprometidos com boas práticas de políticas públicas, democracia e economia de mercado. Seus membros estão, em sua maioria, entre as economias mais desenvolvidas do mundo.

 

  1. Em contraste com a carga tributária, o PIB per capita brasileiro, de US$ 10.713, equivale a apenas 21% da média da OCDE, de US$ 51.734.

 

  1. O Brasil arrecada proporcionalmente quase como a OCDE, mas produz por habitante somente cerca de um quinto do nível médio da organização.

 

  1. O Brasil apresenta a maior carga tributária da América Latina, mas está longe de possuir a maior renda per capita da região.

 

  1. Guiana, Uruguai, Costa Rica, Panamá, Chile, Argentina e México registram renda per capita superior à brasileira, embora todos apresentem carga  tributária menor.

 

  1. A carga tributária do Brasil supera em 12 pontos percentuais a média da América Latina e do Caribe — uma arrecadação proporcionalmente cerca de 55% maior.

 

  1. Apesar disso, a renda per capita brasileira fica ligeiramente abaixo da média regional: US$ 10.713, ante US$ 11.095.

 

  1. O problema brasileiro, portanto, não é simplesmente falta de arrecadação, mas a combinação de baixa produtividade, crescimento insuficiente, complexidade tributária e reduzida eficiência do gasto público.

 

  1. Como a renda nacional é relativamente baixa, uma carga tributária próxima à da OCDE pesa proporcionalmente mais sobre famílias e empresas, podendo prejudicar investimento, formalização, empreendedorismo e competitividade.

 

  1. A anomalia brasileira pode ser resumida em uma frase: o Estado passou a arrecadar como os países ricos antes de o Brasil se tornar um país rico.

 

  1. A prioridade brasileira não deveria ser aumentar ainda mais a carga tributária, mas fazer a renda crescer mais rapidamente que os impostos, por meio de maior produtividade, investimento, abertura econômica, segurança jurídica, educação de qualidade e eficiência do gasto público.

 

Fontes: OCDE et al., Revenue Statistics in Latin America and the Caribbean 2026; Banco Mundial, World Development Indicators 2025 (Da Redação, 21/8/26)

 

Mosaico para quem fez o “L” e avalizou a pior crise econômica do Brasil