11/08/2025

Dia dos Pais: O espírito é o mesmo, mostrar carinho e a gratidão dos filhos

Dia dos Pais: O espírito é o mesmo, mostrar carinho e a gratidão dos filhos

Roberto-Rodrigues- divulgação

Por Roberto Rodrigues

 

É preciso dar educação ao filho: ensiná-lo a voar, para ganhar seu destino; assim devem agir os governos com seu filho, o povo: dar-lhe liberdade e oportunidades

 

Neste domingo é celebrado no Brasil todo o Dia dos Pais. Isso acontece aqui desde 1953, há 72 anos, a partir de uma ideia do publicitário Silvio Bhering, que escolheu o segundo domingo de agosto por ser próximo ao Dia de São Joaquim, pai da Virgem Maria.

 

Embora o Dia dos Pais exista em muitos países, a comemoração se dá em diferentes datas. Mas a mais conhecida, ou a versão mais moderna dela, partiu de Sonora Louise Smart Dodd, em 1909, no Estado de Washington, nos Estados Unidos, que queria homenagear o pai, William Jackson Smart, veterano da Guerra Civil americana, que criou sozinho seus filhos após a morte da mulher.

 

Consta, porém, que a primeira celebração aconteceu em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington. Mas só em 1972 o presidente Richard Nixon oficializou o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais nos Estados Unidos.

 

De qualquer maneira, o espírito é sempre o mesmo: mostrar ao pai o carinho e a gratidão dos filhos, como também se faz com o Dia das Mães, em maio, o Dia dos Avós em julho, e tantas outras datas festivas. E é claro que todos os pais se sentem gratificados nesta data.

 

No entanto, o maior sonho dos pais em relação aos filhos é vê-los felizes. E cada um procura realizar este sonho à sua maneira, de acordo com seus valores e princípios, seu nível educacional, sua formação religiosa e uma porção de outras variáveis.

 

Mas há duas vertentes bastante presentes na prática dos pais. A primeira, mais óbvia, é o amor, sentimento que deve ser mostrado sempre, para que a criança – e depois o jovem ou em qualquer idade – se sinta amada e protegida.

 

A segunda, não tão evidente, é a maneira como o pai, junto com a mãe, procura contribuir para a felicidade do filho dando a ele a melhor condição para que seja independente, capaz de enfrentar as vicissitudes da vida, o mais livre possível, e praticante das virtudes consideradas essenciais pelo senso comum: honestidade, lealdade, generosidade, verdade, simplicidade, amor ao próximo e à pátria, fraternidade, equilíbrio. E cuidar para que vaidade, ambição e orgulho, também necessários, não cresçam além dos limites da razão.

 

Em outras palavras, é preciso dar educação ao filho. Ensiná-lo a voar, para ganhar seu destino. Assim devem agir os governos com seu filho, o povo: dar-lhe liberdade e oportunidades.

 

E por este motivo dedico meus cumprimentos nesta data a todos os pais – e mães – que lutam sem trégua pela boa educação dos filhos na “Associação De Olho no Material Escolar”, que, ao lado de outras instituições, constroem um país melhor (Roberto Rodrigues é ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas; Estadão, 10/8/25)