08/03/2026

Fim da “química” entre Lula e Trump? – Por Paulo Junqueira

Visão geral criada por IA

 

“Pelo bem do País, os ministros do STF precisam deixar de lado o corporativismo, distanciar-se dos escândalos e mostrar aos brasileiros que compreendem seu papel na ordem republicana. Mais do que as fraudes financeiras, mais do que a espionagem, extorsão e manipulação de informações, mais do que a infiltração em instâncias regulatórias ou o aliciamento de caciques políticos, a maior ameaça da máfia comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro é a de cooptação do próprio sistema encarregado de investigar e julgar ilícitos” – Editorial Estadão, 8/3/26

 

“A existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já seria motivo mais do que suficiente para o afastamento do magistrado de eventuais julgamentos da corte sobre o caso. Suspeitas demandam providências mais drásticas e explicações cristalinas; alvos em potencial da investigação não podem julgar o caso” – Editorial Folha, 7/3/26

 

“No direito xandônico, apagar mensagem é ocultar provas. Só não vale para Xandão” – Carlos Andreazza, Estadão, 7/3/26

 

“Se o episódio das mensagens de Vorcaro e Moraes não for investigado com rigor, e não com o truque de uma ‘nota explicativa’, podemos concluir que não somos um País sério. Chegou a hora das instituições. Se nada acontecer, quem sabe a resposta seja dada nas eleições. Pensando com um certo realismo, a maior probabilidade é que seja exatamente isto que aconteça - Fernando Schüler, Estadão, 7/3/26

 

Por Paulo Junqueira

 

 O presidente dos EUA Donald Trump convidou líderes de 12 países latino-americanos para importante reunião realizada em seu resort em Doral, subúrbio de Miami neste último sábado (7). O que para muitos analistas políticos chamou atenção, foi que Lula da Silva não foi convidado, o que pode marcar o fim da “química” anunciada entre ambos os presidentes durante a cerimônia de abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU no último mês de setembro em Nova York.

Reunião de líderes de países da América Latina com Donald Trump em Miami no último  sábado. Lula não foi convidado. Foto Reprodução Facebook

 

Com base nas informações mais recentes (até março de 2026), a relação entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva é 

complexa, pragmática e oscila entre a tensão comercial e uma tentativa de convivência diplomática, não havendo um rompimento total, mas sim evidências de afastamento em áreas estratégicas. 

 

Aqui estão as principais evidências e o contexto atual:

 

  • Exclusão de Blocos Anti-China (2026): Uma das evidências mais fortes de distanciamento é que o governo Trump tem criado frentes para diminuir a influência da China na América Latina e, em março de 2026, o Brasil não foi convidado para reuniões importantes desse grupo, indicando uma desconfiança dos EUA em relação à proximidade de Lula com a China e a Rússia.

 

  • Conflitos Comerciais e Tarifas: Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros em 2025, o que gerou atritos, embora a Suprema Corte dos EUA tenha suspendido parte delas em fevereiro de 2026, chamando a medida de "vergonha".

 

  • Aproximação Pragmática (Kuala Lumpur): Apesar das tensões, os dois líderes se reuniram em Kuala Lumpur em outubro de 2025. Trump elogiou o encontro, chamando-o de "ótimo" e mostrando surpresa com o vigor de Lula, o que amenizou o tom de confronto direto.

 

  • Declarações de "Boa Relação": Em fevereiro de 2026, Trump afirmou publicamente que se dá "muito bem" com Lula e que "adoraria" recebê-lo na Casa Branca, sugerindo uma tentativa de manter uma relação civilizada, apesar das diferenças ideológicas.

 

  • Desconfiança em relação à Venezuela: A posição de Lula sobre a estabilidade na Venezuela tem criado atritos, com o governo Trump vendo o Brasil como uma exceção incômoda na sua política regional e agindo para limitar a influência do Brasil na região.

 

O presidente Donald Trump vem adotando uma postura pragmática. Quando a pressão comercial (tarifas) se mostrou ineficaz ou contraproducente, Trump suavizou o discurso, mas continua a excluir o Brasil de alianças estratégicas contra a China, mantendo uma "distância segura" em temas de segurança. Além disto autoridades do Judiciário e do governo brasileiro continuam sancionadas pelo governo norte-americano.

 

Fatos & Perspectivas

  • Bolsonaro 1: A visita que fiz na última quarta-feira (4) ao presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, foi o reencontro de dois fraternais amigos. Em que pesem as condições da injusta prisão no Complexo da Papuda, o presidente prega a união de todos os líderes da direita para por fim ao ciclo horroroso que o Brasil vive com os desgovernos do PT e o descarado, abusivo e desqualificado ativismo judicial.

 

  • Bolsonaro 2: Comentei com o presidente que nós, produtores rurais, já estamos trabalhando para sermos contraponto a tudo isso que está aí e atormentando e infelicitando aos brasileiros. E marcharemos juntos ao lado de Flávio Bolsonaro em sua campanha à Presidência da República.

 

  • Bolsonaro 3: Também apoiaremos a reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo e de todos os candidatos alinhados aos nossos princípios e ideais - Deus, Pátria, Família e Liberdade – que disputarem as eleições de outubro.

 

  • Datafolha 1: Pesquisa divulgada pelo Datafolha neste último sábado (7) mostra que a candidatura de Flávio Bolsonaro (43%) se consolida e já empata com Lula (46%) no 2º turno. A pesquisa aponta que a avaliação negativa de Lula cresce e já chega a 40%.

 

  • Datafolha 2: A mesma pesquisa revela também que 71% dos brasileiros reprovam a iniciativa da escola de samba Acadêmicos de Niterói que tentou homenagear Lula no Carnaval carioca e 17% se sentiram ofendidos com a alegoria, convenhamos, de extremo mau gosto, sobre “família em conserva”.

 

  • Ato nas Arcadas 1: O manifesto “Ninguém Acima da Lei”, que reuniu mais de 60 organizações na última 2ª feira (2) na Faculdade de Direito da USP em São Paulo, impôs duro revés ao ativismo judicial. A mobilização cobra regras claras de transparência, mecanismos para evitar conflitos de interesse e padrões de integridade no sistema de Justiça.

Foto Reprodução Blog Gazeta do Povo

  • Ato nas Arcadas 2: Comentário da jornalista Roseann Kennedy, do Estadão a respeito do ativismo judicial: “Independentemente dos próximos passos, a reputação de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli já morreu diante de suas ligações com os envolvidos no escândalo do Master. Resta saber se os demais magistrados também querem enterrar as próprias trajetórias e o STF junto”.

 

Barrigada 1: "Barrigada" no jornalismo é a divulgação de uma notícia falsa, errada ou distorcida. Geralmente causada pela pressa, falta de checagem ou apuração falha, a barrigada compromete a credibilidade do veículo.

 

Sicário” atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais. Foto Reprodução Instagram

 

  • Barrigada 2: Nesta última 4ª feira, alguns dos principais veículos de comunicação do País (dentre eles CNN Brasil, Jovem Pan, Folha de S.Paulo, dentre outros) “mataram” Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário". Segundo estes veículos a vítima “teria cometido suicídio na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte em 4 de março de 2026”.

 

  • Barrigada 3: Até mesmo o serviço de IA do Google endossou (e pelo até este domingo não corrigiu a falsa notícia...) a morte do suicida que, oficialmente e comprovadamente, veio a óbito 48hs depois, ou seja, nesta última 6ª feira (6).

 

  • Marketing turbinado 1: A publicitária Danielle Miranda Fonteles, que trabalhou em campanhas do PT, movimentou R$ 69,4 milhões entre 2020 e 2025 em contas mantidas em três bancos, revelam informações encontradas na quebra de sigilo dela e obtidas pelo Estadão.

 

Publicitária Danielle Miranda Fonteles. Foto Reprodução Blog g1

  • Marketing turbinado 2: Os dados mostram novos detalhes de transações entre ela e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como o principal operador do suposto esquema de descontos associativos ilegais em aposentadorias, e ilustram um atrito da publicitária com o PT da Bahia.

 

  • Economia em declínio: Brasil cresce abaixo da média global em 2025 e deve perder posição. Com o PT no comando, País deve cair da 7ª para 8ª posição entre as grandes economias, estima FMI.

 

  • Máquinas agrícolas 1: As vendas de máquinas e equipamentos agrícolas devem cair em torno de 5% neste ano, segundo leitura da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq. De acordo com Pedro Estêvão Bastos, presidente da CSMIA, a queda se insere no contexto de juros elevados impostos pelo Banco Central e defendido pelo governo Lula.

 

  • Máquinas: A indústria brasileira de máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com receita líquida de vendas recuando 17% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$17,28 bilhões, segundo dados divulgados pela Abimaq.

 

(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 9/3/26)