03/10/2025

Juju dos Teclados: O retrato da esquerda sem máscara - Por Paula Sousa

Juju dos Teclados: O retrato da esquerda sem máscara - Por Paula Sousa

Foto Ia

Ima

No Brasil, há personagens que nascem não pelo talento ou relevância, mas pela capacidade de escandalizar e explorar a ingenuidade alheia. Juliana Rosa de Freitas, mais conhecida como “Juju dos Teclados”, é o exemplo acabado disso: uma influenciadora de extrema esquerda que transforma o ódio em espetáculo e a violência em piada.

Sua escalada midiática não veio de trabalho sólido, de contribuição social ou de qualquer ato concreto em defesa dos menos favorecidos. Pelo contrário: não há registro de projetos solidários, de ações em prol da comunidade ou de engajamento real. O que se vê é uma sucessão de vídeos gravados diretamente nos Estados Unidos — país que ela diz odiar, símbolo máximo da liberdade e do capitalismo que tanto demoniza — onde ostenta viagens, poses e consumo.

Ataca ferozmente os capitalistas, justamente aqueles que geram empregos e movimentam a economia, enquanto desfruta das delícias do sistema que garante o seu estilo de vida. Nunca criou um projeto social, nunca gerou um único emprego, nunca construiu nada de relevante para a sociedade. É o retrato perfeito da típica “socialista de iPhone”: critica o capitalismo em público, mas vive de suas regalias em privado.

Do assassinato ao oportunismo barato

No momento em que o mundo ainda processava o assassinato brutal do ativista americano Charlie Kirk, Juju encontrou uma oportunidade macabra: sugeriu que a mesma prática deveria ser “importada” para o Brasil. Não satisfeita, citou nominalmente empresários e líderes conservadores como Paulo Junqueira, Luciano Hang, Afrânio Barreira e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), insinuando que deveriam ser “fuzilados” por representarem valores como família, trabalho, fé, liberdade e progresso.

Eis a ironia: os alvos de Juju são homens que criam empregos, movimentam a economia, representam setores vitais da sociedade e dão voz a milhões de brasileiros. O que Juju construiu além de uma bolha de seguidores fascinados pelas suas besteiras em rede social? Absolutamente nada. Sua “relevância” é fruto do ódio, do deboche e de um modismo que confunde agressividade com coragem.

A queda anunciada

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em seu apartamento em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Documentos e equipamentos foram recolhidos, dando início a um processo que promete ser longo e devastador para a influenciadora. Além disso, as vítimas de suas ameaças já ingressaram com ações individuais contra ela.

Mas como todo radical que se descobre pequeno diante da lei, Juju já começa a ensaiar a narrativa de que é perseguida por um suposto “poder econômico”. A verdade, no entanto, é simples: foi ela quem pediu abertamente a eliminação de seus adversários.

O “adevogado” e a intimidação barata

Se a atuação da influenciadora já é grotesca, a do seu “adevogado” consegue ser ainda mais caricata. Hector Carillo, que se apresenta como defensor de Juju, decidiu transformar o ofício em palanque de ameaça. Em vez de agir nos autos — como determina a lei e como qualquer profissional sério faria — preferiu partir para a intimidação direta, ligando para Ronaldo Knack, diretor e editor do BrasilAgro, exigindo a retirada de matérias jornalísticas. Numa dessas ligações, chegou ao cúmulo de ameaçar não apenas o comunicador, mas também sua esposa e sócia, Ângela Knack, dizendo que poderia mandá-los para Bangu, onde seriam “bem recebidos”.

Não sou advogada, mas consultei colegas da área — um deles professor de Direito — além de pesquisar em manuais jurídicos, no Google e até no ChatGPT. O consenso é unânime: advogado não ameaça jornalista por telefone. Se acredita que uma matéria viola direitos, deve ingressar com pedido cautelar, pedir liminar, recorrer a um juiz. Ponto. O que jamais pode fazer é agir como miliciano de toga, tentando amedrontar profissionais de imprensa com bravatas de prisão.

O resultado dessa postura foi imediato: dois boletins de ocorrência contra ele e mais munição para a Justiça. Eis o contraste gritante: jornalistas e influenciadores de direita já foram presos, perseguidos, exilados e censurados por muito menos — muitas vezes apenas por opinarem contra o sistema. Já a esquerda, quando incita assassinatos e ameaça empresários, ainda conta com silêncio complacente da grande imprensa. E, agora, com “adevogados” que parecem mais capangas de mafiosos do que representantes da lei.

A omissão cúmplice da mídia

O caso Juju expõe algo maior do que a queda de uma influenciadora oportunista: revela a hipocrisia estrutural de parte da mídia e do establishment. Se fosse um jovem de direita sugerindo violência contra líderes da esquerda, haveria manchetes, editoriais indignados, plantões jornalísticos e uma onda de cancelamento instantâneo. Mas quando o ódio parte da esquerda, o silêncio impera.

O episódio é pedagógico. Mostra que, quando a esquerda grita contra a “intolerância”, na verdade pratica a mais agressiva forma de intolerância: rotula o adversário de fascista para, em seguida, justificar sua eliminação. É a velha estratégia descrita com precisão pela máxima: “Acuse-os do que você é. Culpe-os pelo que você faz.”

O que a esquerda mostra quando tira a máscara

Quando um militante de extrema esquerda, acostumado a viver no fantástico mundo da impunidade, finalmente sente o peso da realidade, a coragem some e sobra apenas o choro. Foi assim com Juju dos Teclados, flagrada em busca e apreensão dentro de sua própria casa, rosto abatido, lágrimas escorrendo, medo estampado. Por anos, a esquerda navegou com a certeza de que poderia dizer e fazer qualquer atrocidade na internet sem consequência alguma. Por isso, posavam de corajosos: porque nunca precisaram encarar a lei.

Juju dos Teclados não é apenas uma figura folclórica das redes. É um sintoma de uma esquerda sem pudor, que romantiza o crime, que disfarça apologia ao assassinato como “humor” e que só se sustenta porque conta com a conivência da mídia e do meio cultural, sempre prontos a relativizar os seus atos.

Mas eis a ironia: enquanto Léo Lins foi condenado a 8 anos de prisão por uma piada em um teatro — um espetáculo fechado, para o qual as pessoas pagaram para estar —, Juju incitou assassinatos em rede social aberta, com nomes e alvos claros. Se piada é “discurso de ódio”, como a Justiça deveria classificar a fala de Juju?

E aqui está a grande contradição: a esquerda clama pela regulamentação da internet sob o pretexto de combater o discurso de ódio. Mas o que Juju fez, senão praticar exatamente aquilo que dizem querer extinguir? Se a lei vale para um lado, deveria valer para todos.

O choro transmitido para milhões de brasileiros não foi apenas de uma influenciadora acuada. Foi o retrato de uma ideologia que, quando confrontada com a realidade das consequências, revela sua essência covarde. A esquerda se vende como campo da paz, da empatia e da tolerância, mas quando a maquiagem cai, o que sobra é ódio, desprezo pela vida, inveja travestida de discurso social e ataque a tudo que lembre família, fé, trabalho e progresso.

Esse é o retrato nu e cru da esquerda sem máscara. E o Brasil precisa encarar essa imagem sem ilusões. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 3/10/2025)