17/09/2025

Lawfare: Como a esquerda usa a justiça para perseguir a direita

Lawfare: Como a esquerda usa a justiça para perseguir a direita

 

Por Paula Sousa

O Brasil entrou definitivamente para o mapa mundial do lawfare. O termo, que significa “guerra judicial”, descreve o uso do Judiciário como arma política para destruir adversários. Não é teoria da conspiração, nem exagero: foi o que denunciou o Wall Street Journal, um dos jornais mais respeitados do mundo, ao analisar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O que deveria ser justiça virou perseguição. E o STF assumiu o papel de carrasco político, transformando o tribunal em trincheira ideológica.

O alerta que veio do Wall Street Journal

Na coluna publicada pelo jornal norte-americano, o caso brasileiro foi classificado como um exemplo escandaloso de guerra judicial. O texto expôs a manipulação processual, a parcialidade de ministros e a ausência de provas concretas contra Bolsonaro.

Mais que isso: revelou ao mundo que a Suprema Corte brasileira deixou de ser guardiã da Constituição para se tornar instrumento de militância partidária.

A repercussão internacional: os EUA reagiram

A denúncia não passou despercebida:

•        Caroline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, compartilhou o artigo. Quando um porta-voz oficial se pronuncia, é o próprio governo americano falando.

•        O senador Marco Rubio chamou a condenação de absurda, acusou o Brasil de desrespeitar o devido processo legal e prometeu medidas de resposta.

•        A comparação foi imediata: assim como Bolsonaro, Donald Trump também enfrenta perseguições judiciais.

A mesma tática, o mesmo nome: lawfare.

O recado é claro: não estamos diante de um caso isolado, mas de um fenômeno mundial.

O julgamento que envergonha a justiça

O ministro Luiz Fux, em seu voto dissidente de mais de 400 páginas, escancarou as falhas do processo:

•        O STF não tinha sequer jurisdição para julgar o caso.

•        A defesa não teve acesso a milhões de mensagens usadas como “provas”.

•        Não há evidência ligando Bolsonaro a qualquer ato de golpe.

Mesmo assim, prevaleceu a maioria formada por ministros ligados a Lula e ao PT: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia.

O contraste é revoltante: o mesmo STF que anulou todas as condenações de Lula, confirmadas em três instâncias, agora rasgou o devido processo para prender Bolsonaro. Dois pesos, duas medidas.

A mídia como cúmplice

Nada disso teria força sem a cobertura da grande mídia. Jornais e emissoras que deveriam fiscalizar o poder se transformaram em porta-vozes do STF. Repetem narrativas prontas, escondem as irregularidades e tratam qualquer crítica como “ataque à democracia”.

Foram coniventes na libertação de Lula e cúmplices na caçada contra Bolsonaro. O jornalismo deu lugar à militância.

Um fenômeno global: a esquerda sem discurso, a direita em ascensão

O que acontece no Brasil não é exceção. Nos Estados Unidos, na Europa e em outros países, tribunais estão sendo usados como última trincheira da esquerda.

E por quê? Porque a esquerda perdeu sua principal arma: o discurso. Já não consegue convencer as pessoas, já não convence corações e mentes. Prometeu igualdade e entregou miséria. Prometeu progresso e entregou controle estatal falido.

O resultado é claro: a direita cresce em todos os continentes. Cresce porque fala a língua do povo, porque defende liberdade, porque mostra alternativas reais. E cresce ainda mais diante de tragédias como o assassinato covarde de Charlie Kirk, líder conservador americano cuja morte só expôs o ódio e a intolerância da militância progressista.

Enquanto a economia estatizada se mostra um fracasso, enquanto governos de esquerda mergulham em escândalos e incompetência, a direita conquista cada vez mais espaço.

Javier Milei na Argentina vem mostrando ao mundo que uma economia descentralizada, liberdade de expressão e redução de impostos traz prosperidade a uma nação.

Conclusão: a democracia em risco

O caso Bolsonaro é sobre o futuro da democracia. Estamos servindo de laboratório para o mundo. Quando juízes se transformam em militantes, quando a lei é usada como arma de guerra, quando a mídia se torna cúmplice do poder, a liberdade de todos está em perigo.

O Wall Street Journal soou o alarme, mas cabe ao povo brasileiro ouvir.

O lawfare não é apenas contra a direita — é contra a democracia (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 17/9/25)

 

Wall Street Journal cita Congresso em Foco em notícia sobre Bolsonaro

Jornal dos EUA usou dados do portal sobre investigações de parlamentares.

Congresso em Foco foi citado pelo Wall Street Journal (WSJ), um dos jornais mais influentes do mundo, em uma reportagem sobre o julgamento e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na edição de sexta-feira (12), a publicação norte-americana destacou dados levantados pelo Congresso em Foco sobre a relação da classe política brasileira com a Justiça. O texto menciona que cerca de um em cada cinco parlamentares do Congresso Nacional responde a algum tipo de investigação criminal, número revelado em levantamentos feitos pelo portal, referência em cobertura política em Brasília.

Reprodução da reportagem de um dos jornais mais influentes do mundo que destaca o Congresso em Foco como um proeminente fiscalizador dos Poderes em Brasília.Reprodução The Wall Street Journal   Arte Congresso em Foco

O peso do Supremo Tribunal Federal

"Aproximadamente um em cada cinco integrantes do Congresso responde a investigações criminais, de acordo com o Congresso em Foco, um proeminente 'cão de guarda em Brasília", diz trecho da reportagem do Wall Street Journal, intitulada "Brazils Top Court Displays Power" ("Suprema Corte do Brasil Exibe Poder", em tradução livre), que analisa o papel decisivo do STF na democracia brasileira.

Cão de guarda

O termo watchdog ("cão de guarda") é usado para se referir a veículos jornalísticos que atuam como fiscalizadores do poder público, denunciando abusos, corrupção e ilegalidades.

O jornal ressalta que o Supremo foi fundamental para barrar a tentativa de Bolsonaro de reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir sua volta à disputa presidencial. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o poder do STF é resultado direto da Constituição de 1988, elaborada após a ditadura militar justamente para proteger o país de novos riscos autoritários.

Referência internacional

Esse tipo de levantamento do Congresso em Foco já foi citado dezenas de vezes por publicações estrangeiras como Washington PostThe New York TimesThe EconomistEl País e Le Monde, entre outras.

Em 2004, este site foi o primeiro veículo jornalístico do país a levantar de forma sistemática as acusações criminais envolvendo parlamentares no STF. De lá para cá, realizou dezenas de levantamentos sobre processos judiciais e investigações relacionadas a deputados e senadores (Congresso em Foco, 15/9/25)