02/10/2026

Lula falastrão é fake news, bets, STF, Master, INSS... – Por Ronaldo Knack

Lula falastrão é fake news, bets, STF, Master, INSS... – Por Ronaldo Knack

Foto Reprodução YouTube

“Todos sabem que, de forma humorística, há anos se faz a caricatura de "burrinho" para os eleitores da esquerda, mas vamos pensar: eles estão todos unidos, tanto para presidente quanto para o Senado — em São Paulo, corremos o risco de eleger duas senadoras que nem são daqui.

 

E nós, o que estamos fazendo?

 

Dividindo nossos votos com vários candidatos, tanto para o Senado quanto para presidente, que somam quase 15% em uma terceira via que sabemos não ter nenhuma chance de ganhar. Aí vêm a minha pergunta e o meu convite à reflexão:

 

Se perdermos estas eleições por conta dessa divisão, quem merece realmente a caricatura de "BURRO"?

 

Fica a pergunta e a proposta:

Por que não decidir no primeiro turno? Pensem nisso” – Mensagem que circula nas redes sociais

 

Fake News de Lula, Janja e coordenador da Secom

Em 2026 Nossa Senhora Aparecida voltou ao debate eleitoral e passou a imagem passou a ser usada por diferentes campanhas. Foto Nelson Almeida/AFP

 

A poucos dias da votação, as redes sociais foram tomadas por boatos de que Flávio Bolsonaro, se eleito, retiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida para agradar sua base evangélica. Embora o senador tenha negado categoricamente e classificado a informação como fake news, a campanha de Lula aproveitou o momento.

 

Lula passou a exibir a imagem de Nossa Senhora Aparecida em seus comícios e palanques. A primeira-dama, Janja da Silva, também publicou fotos do presidente segurando a santa nas redes sociais.

 

O candidato a vice, Geraldo Alckmin, gravou vídeos afirmando que as tradições católicas estarão totalmente "protegidas e preservadas" em um eventual novo governo.

 

Segundo levantamentos do Estadão e veículos de imprensa, um coordenador da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República incentivou a propagação de boatos sobre o candidato Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

 

George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, republicou e depois apagou uma mensagem que pedia para manter a circulação do boato de que o candidato do PL teria atacado a padroeira do Brasil, sugerindo que o conteúdo atingisse o interior das regiões Norte e Nordeste.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) comentaram publicamente sobre o assunto em palanques e entrevistas, repercutindo a desinformação ao afirmar que defenderiam a figura de Nossa Senhora Aparecida e criticar adversários políticos no contexto eleitoral.

 

A defesa de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo inclusive a prisão preventiva do funcionário da Secom envolvido na incitação do compartilhamento do material falso.

 

O desconforto com as declarações sobre o celibato

Reprodução Instagram

 

Em meados de setembro, durante um encontro com lideranças protestantes no Palácio do Planalto, Lula deu declarações que geraram forte atrito com a cúpula católica. O presidente afirmou que a Igreja Católica enfrentaria "dificuldades" se não acabasse com o celibato obrigatório e não permitisse a ordenação de mulheres como padres e bispos, comparando a situação à flexibilidade das igrejas evangélicas.

 

A declaração presidencial gerou repúdio de frentes parlamentares católicas e reações de membros do episcopado brasileiro.

 

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Cardeal Jaime Spengler, declarou publicamente que a fala causou um forte “desconforto” por interferir em questões teológicas internas. O bispo da Diocese de Piracicaba, Dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a interferência de políticos em questões internas e doutrinárias da Igreja Católica após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O bispo Dom Devair Araújo da Fonseca afirmou que políticos tentam ditar o que a Igreja deve fazer em vez de cuidar da administração do País. Segundo Dom Devair, os governantes “estão cuidando muito mal” do Brasil.

 

Durante sua manifestação, ele declarou que “na Igreja de Cristo, o diabo não põe a pata”, ressaltando a autonomia e a solidez da doutrina católica. O bispo também incentivou os fiéis a terem consciência e responsabilidade na hora de votar nas urnas.

 

“Mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”

 

Das tantas declarações desrespeitosas, ofensivas e irresponsáveis feitas por Luiz Inácio, sua fala nesta última 2ª feira (28) em Belém (PA), de que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas” extrapolaram todos os limites do absurdo merecendo o repúdio da nação brasileira e gerando reações negativas imediatas na opinião pública e na imprensa

 

As falas têm sido interpretadas como ofensivas ou insensíveis a grupos específicos — incluindo comentários sobre segurança pública, aborto, mulheres ou o mercado financeiro.

 

Sob a ótica do discurso integral, a fala ocorreu durante um comício em que Lula celebrava os avanços do SUS na região amazônica, especificamente a primeira cirurgia robótica de próstata realizada no Pará.

 

O presidente criticava a resistência e o preconceito cultural dos homens (classificando a relutância masculina como “covardia”) em realizar o exame de toque retal para a prevenção do câncer de próstata.

 

Para contrapor esse comportamento masculino, a campanha do petista e seus apoiadores argumentam que ele tentou traçar um paralelo com a rotina histórica de exames preventivos e o acompanhamento ginecológico que as mulheres realizam desde a juventude (puberdade/início da idade adulta), demonstrando maior familiaridade com os cuidados médicos preventivos.

 

Por outro lado, o uso das expressões “mulheres” e “tomar toque” associadas à expressão “desde pequenas” gerou imediata reação negativa e exploração política por parte de partidos de oposição. Críticos e parlamentares da oposição apontaram que a formulação da frase foi desastrosa e inadequada por relacionar crianças (“meninas pequenas”) ao ato de serem tocadas, um tema extremamente sensível no Brasil devido aos altos índices de abuso sexual infantil.

 

A tragédia econômica e social sob a gestão de Luiz Inácio

Imagem Reprodução Redes Sociais

 

Os principais indicadores apontados por analistas de mercado e relatórios fiscais como negativos sob a atual gestão do governo Lula (2023–2026) concentram-se na deterioração das contas públicas, no forte avanço do endividamento governamental e das famílias, e no déficit histórico das empresas estatais.

 

Os principais dados e índices negativos que pautam o debate macroeconômico atual incluem:

 

Equilíbrio Fiscal e Endividamento Público

 

  • Dívida Bruta em Alta: A dívida bruta do governo geral saltou de 71,7% no início de 2023 para a faixa de 82% a 82,5% do PIB em meados de 2026. Esse crescimento representa uma alta de mais de 10 pontos percentuais no período.

 

  • Déficit Primário Persistente: Mesmo com recordes de arrecadação via tributos, o Governo Central fechou o ano de 2025 com um déficit de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB). Para 2026, as projeções oficiais de déficit primário foram revisadas para cima pelo Ministério do Planejamento, subindo de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões, empurradas pelo aumento de gastos obrigatórios e reajustes sociais.

 

  • Rombo das Estatais: As empresas estatais federais (excluindo Petrobras e bancos públicos) acumularam um déficit primário histórico superior a R$ 18 bilhões no acumulado da gestão. Empresas como Correios e CBTU lideraram as perdas devido a custos elevados e políticas agressivas de investimento.

 

Impacto no Orçamento das Famílias

 

  • Endividamento Recorde das Famílias: Impulsionado pelo custo do crédito e novas dinâmicas de consumo (incluindo o forte impacto financeiro do mercado regulamentado de apostas/bets no orçamento doméstico), o índice de famílias brasileiras endividadas atingiu o pico histórico de 82% em julho de 2026, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

 

  • Juros e Câmbio: A resistência da inflação de serviços e a desconfiança do mercado na política fiscal mantiveram a taxa Selic em patamares elevados (14% ao ano), encarecendo os financiamentos. Paralelamente, o dólar registrou forte estresse no período, superando a marca de R$ 6,30.

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(Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do BrasilAgro o site nº 1 do agronegócio; 2/10/26)