25/05/2026

Lula, o melhor presidente da história, do Paraguai – Por Paula Sousa

Se você perguntar a qualquer investidor ou cidadão comum qual é o maior cabo eleitoral do progresso econômico da América do Sul, a resposta pode surpreender. Não se trata de nenhum ministro paraguaio ou de campanhas publicitárias milionárias em Assunção. O verdadeiro herói do desenvolvimento industrial, da geração de empregos e da explosão imobiliária do Paraguai atende pelo nome de Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Atuando como uma espécie de cupido involuntário do livre mercado, o governo petista transformou o Brasil em um ambiente tão sufocante, burocrático e hostil que cruzar a fronteira virou a única saída lógica para quem quer produzir, prosperar ou simplesmente educar os filhos em paz. O Brasil do "fazuéli" virou uma imensa máquina de exportar cérebros, capitais e fábricas inteiras para o nosso vizinho, que assiste a tudo de camarote, aplaudindo de pé.

 

O cenário econômico brasileiro atual lembra um pesadelo burocrático onde o empreendedor é tratado como o vilão da novela das nove. A mentalidade que impera em Brasília é a de que o Estado é um sócio majoritário que não trabalha, não ajuda, mas exige a maior parte do bolo. Cada nova medida provisória ou canetada arrecadatória parece desenhada especificamente para lembrar o pagador de impostos de que seu dinheiro serve apenas para alimentar os privilégios da máquina pública e financiar projetos ideológicos que ninguém pediu.

 

Enquanto o governo brasileiro saliva pensando em novas formas de taxar a classe média alta e as empresas, o Paraguai oferece exatamente o oposto: simplicidade, previsibilidade e respeito por quem gera riqueza. A diferença é brutal e humilhante. De um lado, temos um país continental preso a discussões intermináveis sobre como esfolar o setor produtivo; do outro, uma economia ágil que entendeu que a melhor forma de arrecadar é deixando as pessoas trabalharem em paz.

 

O êxodo das marcas e a expulsão do capital

 

O reflexo prático dessa hostilidade estatal não está apenas nas reclamações dos empresários, mas nos fatos concretos reportados pela imprensa. A debandada não é um boato de rede social; é uma realidade de mercado documentada. Como revelou o portal Poder 360, o Grupo DAS, uma gigante catarinense que fabrica calçados esportivos para marcas globais do calibre de Nike, Adidas, Fila e Umbro, simplesmente arrumou as malas e transferiu suas operações de confecção para o território paraguaio através da unidade Dastex.

 

Estamos falando de um investimento pesado de 40 milhões de dólares e da criação imediata de mais de 600 empregos diretos que deixaram de existir no Brasil para florescer perto de Assunção.

 

O caso da centenária e tradicionalíssima fábrica de meias Lupo, fundada em 1921, é ainda mais emblemático do desespero corporativo. Em entrevista concedida à Folha de S. Paulo, a CEO da empresa, Liliana Aufiero, disparou uma frase que deveria ser emoldurada nas paredes do Ministério da Fazenda: “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai. Os impostos estão comendo a operação de forma violenta”.

 

A gota d’água para a marca foi a aprovação da Lei 14.789/2023, uma das maiores prioridades de arrecadação do governo Lula, que acabou com a isenção de impostos federais sobre incentivos fiscais estaduais e municipais ligados ao ICMS. Para salvar sua rentabilidade e conseguir competir de igual para igual com concorrentes estrangeiros que já operavam no Paraguai sem o peso da burocracia brasileira, a Lupo investiu R$ 30 milhões em uma nova planta em Ciudad del Este, reduzindo seus custos operacionais em impressionantes 28%.

 

Até mesmo empresas historicamente alinhadas ou vistas como próximas ao atual mandatário brasileiro decidiram que negócios são negócios e ideologia não paga conta de luz. A JBS, que havia deixado o Paraguai em 2017 durante os desdobramentos da Operação Lava-Jato, fez o caminho de volta e anunciou um investimento substancial de US$ 70 milhões na produção de frangos em solo paraguaio, fugindo da complexidade tributária nacional. A verdade nua e crua é que produzir qualquer coisa no Brasil virou um ato de heroísmo ou de pura insanidade.

 

A mágica do "10-10-10" contra a ganância de Brasília

 

O grande segredo do sucesso paraguaio é uma receita tão simples que parece alta tecnologia para os burocratas de Brasília: o sistema tributário conhecido mundialmente como "10-10-10". Enquanto o Brasil discute uma reforma que promete unificar tributos mas projeta um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) pornográfico na casa dos 29% — o maior do planeta —, o Paraguai consolidou ao longo de décadas de governos estáveis uma estrutura direta.

 

São apenas 10% de imposto sobre a renda das pessoas físicas (IRPF), 10% sobre a renda das empresas (IRPJ) e 10% de IVA. Não há pegadinhas, não há bitributação e não há necessidade de contratar um exército de contadores e advogados apenas para descobrir se você está devendo algo ao governo.

 

Para deixar o cenário ainda mais atraente, o governo paraguaio turbinou a chamada Lei de Maquila. Sob esse regime especial, as indústrias instaladas no país podem importar máquinas, equipamentos e matérias-primas com suspensão total de impostos. Na hora de exportar o produto finalizado, a empresa arca com um imposto único de míseros 1% sobre o valor agregado. É uma zona franca gigante, funcional e extremamente competitiva bem ao lado da nossa fronteira.

 

Enquanto isso, a imprensa tradicional de esquerda tenta pintar a baixa carga tributária paraguaia como um defeito. Em reportagens de tom visivelmente crítico publicadas pela BBC News Brasil e replicadas pelo portal G1, jornalistas lamentam que, por arrecadar menos, o Paraguai teria uma "baixa capacidade de estimular a economia através do Estado". Essa visão é uma piada pronta.

 

O empresariado e os cidadãos comuns que fazem filas quilométricas para obter a residência fiscal no país vizinho sabem perfeitamente que o Estado não estimula nada; ele apenas atrapalha. O verdadeiro estímulo econômico é deixar o dinheiro no bolso de quem trabalha, produz e consome, em vez de canalizá-lo para licitações suspeitas em Brasília ou para sustentar lagostas e mordomias em tribunais superiores.

 

Fugindo com os pés: O recorde de residências fiscais

 

O desespero para escapar do sufoco petista não se restringe aos barões da indústria. O cidadão comum, o profissional liberal e o pequeno empresário também descobriram o poder de "votar com os pés". O jornal O Globo confirmou que a migração de brasileiros para o Paraguai bateu recordes históricos, com mais de 23 mil autorizações de residência concedidas apenas no último período.

 

Portais como o Conexão Política relatam que as empresas especializadas em assessoria migratória, como a Imigra Paraguai, registraram uma explosão na procura por parte de famílias inteiras, investidores e empresários que decidiram realizar sua saída fiscal definitiva do Brasil após as pesquisas eleitorais mostrarem a possibilidade se haver consolidação do atual projeto de poder da esquerda.

 

A fila para a imigração em Ciudad del Este virou um evento social espontâneo, repleto de brasileiros que aplaudem ao receber suas senhas de atendimento, cansados de serem tratados como caixas eletrônicos pelo governo federal. Como o Paraguai faz parte do Mercosul, o processo migratório inicial é simples e desburocratizado, permitindo que profissionais que trabalham de forma remota ou prestadores de serviços internacionais mudem seu domicílio fiscal e protejam seu patrimônio de maneira totalmente legal.

 

O contraste é gritante: enquanto o Brasil cria barreiras e hostilidades, o chefe do serviço de imigração paraguaio caminha entre os aspirantes a residentes dando as boas-vindas com um sorriso no rosto.

 

O absurdo cultural: Quando ler livros vira crime no Brasil

 

A perseguição do atual sistema brasileiro contra a liberdade individual ultrapassou as barreiras financeiras e invadiu a esfera mais íntima das famílias: a educação dos filhos. Recentemente, a opinião pública assistiu perplexa a um caso que ilustra perfeitamente o nível de loucura institucional em que o Brasil mergulhou. Um casal do interior de São Paulo, na cidade de Jales, foi condenado criminalmente pela Justiça ao cumprimento de pena por "abandono intelectual" simplesmente por optar pelo homeschooling (ensino domiciliar).

 

As filhas do casal, de 11 e 15 anos, falam inglês fluente, estudam latim, piano, teoria musical, teoria da arte sacra e leem a impressionante média de 30 livros por ano — uma marca que a esmagadora maioria dos universitários brasileiros jamais alcançará. A mãe das meninas inclusive voltou à universidade e formou-se em Matemática e Pedagogia exclusivamente para estruturar o aprendizado das filhas em casa de forma impecável.

 

Ainda assim, o magistrado responsável pelo caso considerou a prática intolerável. Em sua argumentação, a sentença sugeriu que o isolamento da escola tradicional prejudicava a integração social das menores e o respeito à diversidade cultural. Em bom português, a decisão judicial implicou que o fato de as meninas não estarem expostas ao ambiente das escolas públicas modernas — onde o funk erotizado e as letras do sertanejo de sofrência muitas vezes ditam o comportamento social dos jovens — configurava uma espécie de "preconceito" e falta de conexão com a realidade brasileira.

 

É a consagração da inversão de valores: ler os clássicos da literatura e dominar idiomas antigos virou crime; a doutrinação pedagógica estatal e a celebração da mediocridade viraram obrigações legais.

 

No Paraguai, o cenário para os pais que desejam proteger a inocência e o desenvolvimento intelectual de seus filhos é completamente diferente. O ensino domiciliar é respeitado, legalizado e incentivado por uma sociedade tradicional que valoriza o papel da família como núcleo central da educação. Não há assistentes sociais batendo à sua porta porque seu filho prefere Mozart a pancadão, nem juízes ideológicos aplicando penas de detenção porque você decidiu manter sua família longe da agenda de desconstrução cultural que tomou conta do Ministério da Educação brasileiro.

 

A esperança liberal na revisão da Reforma Tributária

 

Diante dessa tragédia econômica e social, a única luz no fim do túnel para quem ainda deseja manter suas raízes no Brasil reside na articulação política da oposição. Conforme detalhado em reportagens de O Globo, a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, coordenada pelo experiente Rogério Marinho, acendeu uma chama de esperança no setor produtivo ao propor uma pausa de um ano na implementação da Reforma Tributária de Lula.

 

A proposta liberal visa congelar a transição do novo sistema para revisar completamente o desenho do IVA, auditar os fundos bilionários criados no Congresso e salvar os profissionais liberais — como advogados, engenheiros, médicos e desenvolvedores de software —, que seriam dizimados pelo aumento brutal de impostos sobre o setor de serviços.

 

A intenção é repetir o sucesso da política econômica liberal adotada durante o mandato de Jair Bolsonaro, focada na redução real da carga tributária, desregulamentação, simplificação de processos e atração de investimentos privados internacionais através do fortalecimento da segurança jurídica.

 

Flávio Bolsonaro já afirmou, em diversas entrevistas, que, quando assumir a Presidência em 2027, pretende transformar o Brasil em um ambiente mais atrativo para investidores e empresários, reduzindo a carga tributária sobre os trabalhadores, que, são os que mais sofrem com os impostos. Os mais ricos têm a opção de deixar o País, enquanto a população mais pobre permanece sem alternativas diante da alta carga de tributos.

 

A esquerda, por meio de seus veículos de comunicação habituais, correu para espalhar o pânico, com manchetes da ICL Notícias afirmando que a proposta de Flávio Bolsonaro "gera preocupação no setor produtivo". Mentira deslavada. O verdadeiro setor produtivo, incluindo as montadoras de veículos que foram surpreendidas e castigadas com a inclusão de automóveis no chamado "Imposto Seletivo" (o imposto do pecado criado pelo PT), respirou aliviado com a possibilidade de travar essa insanidade fiscal.

 

Ninguém acredita na promessa governamental de que os impostos antigos sumirão magicamente em 2033. Todo brasileiro escolado sabe que, até lá, inventarão uma nova crise, uma nova emergência sanitária ou uma nova meta climática para manter os oito impostos funcionando simultaneamente, transformando o Brasil em uma colônia de exploração estatal definitiva.

 

O contraste entre as duas visões de mundo é definitivo. O governo de esquerda enxerga a sociedade como uma colônia a ser espremida até a última gota para sustentar um falso bem-estar social que só funciona nos discursos e nos privilégios de quem está no poder.

 

A oposição liberal entende que a única forma de salvar o Brasil de virar uma Cuba 2.0 é cortando os gastos públicos na carne, reduzindo o tamanho do Estado e devolvendo ao cidadão o direito sagrado de escolher como gastar seu próprio dinheiro, como gerenciar sua empresa e como educar seus filhos.

 

Se o bom senso prevalecer nas próximas decisões do país, talvez o Brasil volte a ser a casa dos empreendedores. Caso contrário, a fila da imigração paraguaia continuará crescendo, e o Paraguai continuará agradecendo ao seu melhor e mais eficiente promotor de investimentos: o atual inquilino do Palácio do Planalto. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 25/5/2026)