27/03/2026

Mistura do etanol em 32% reduziria importação de gasolina em 1,2 bi de L

Mistura do etanol em 32% reduziria importação de gasolina em 1,2 bi de L

mistura de gasolina com 32% de etanol- Foto IA Copilot

Alteração na mistura da gasolina ainda depende da realização de testes técnicos

 

Aumento do percentual permitiria substituir 34% das importações do combustível de origem fóssil.

 

Um aumento da mistura do etanol anidro à gasolina dos atuais 30% para 32%, como tem demandado alguns segmentos do setor sucroenergético, poderia substituir 1,2 bilhão de litros de gasolina em 12 meses, de acordo com cálculos do Rabobank divulgados nesta quinta-feira (26/3).

 

Considerando quanto o Brasil importou de gasolina A no ano passado, de 3,5 bilhões de litros, isso significa que esse aumento da mistura permitiria substituir 34% das importações do combustível de origem fóssil.

 

Uma alteração na mistura, porém, ainda depende da realização de testes técnicos, como vem defendendo o Ministério de Minas e Energia (MME). A Pasta vem encaminhando a contratação dos laboratórios para a realização dos testes de viabilidade de misturas maiores de etanol e biodiesel nos combustíveis.

 

Para dirigentes do setor produtivo, esse processo faria com que um aumento de mistura só fosse viável no ano que vem.

Se fosse possível ocorrer agora, um aumento da mistura do etanol também permitiria um aumento do preço do etanol hidratado (que competem com a gasolina nas bombas) em relação ao do combustível fóssil. Os preços do etanol hidratado sempre são negociados com desconto em relação à gasolina por causa de seu menor rendimento energético e gira em torno de 70% - patamar que varia conforme a oferta do biocombustível.

 

Nas contas do Rabobank, o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina para 32% faria com que o desconto do preço do etanol hidratado perante a gasolina diminuísse 2%.

 

Por ora, a gasolina continua com 30% de etanol anidro, e seu preço médio nas bombas do país já subiu 6% em março em meio às especulações sobre o impacto da guerra no Oriente Médio, embora a Petrobras não tenha elevado o preço da gasolina A que vende em suas refinarias. A estatal responde por 80% da capacidade de oferta de gasolina A do país (Globo Rural, 26/3/26)