O assassinato de Charlie Kirk e a psicopatia da extrema-esquerda
Historiador Eduardo Bueno, o “Peninha”, é cancelado após zombar da morte de Charlie Kirk, Foto Reprodução Blog Jovem Pan
Por Paula Sousa
No dia 10 de setembro de 2025, o mundo assistiu, horrorizado, a mais um capítulo da guerra ideológica que devora civis no Ocidente: Charlie Kirk foi assassinado.
Foi claramente uma execução política, em um campus universitário, em um lugar que deveria simbolizar o debate livre.
Charlie estava debatendo com estudantes quando foi friamente executado por um jovem de 22 anos, Tyler Robinson, que usou um rifle de precisão. Uma das balas encontradas com o assassino trazia a inscrição: “PEGUE ESSA, FASCISTA.” Uma frase brutal que mostra o quão direto e premeditado foi o ódio.
Era um evento autorizado pela universidade, um ponto de diálogo e exposição — e ali, naquele cenário manchado de sangue, se concretizou o que décadas de desumanização ideológica vinham cultivando.
A mídia e as universidades têm sangue nas mãos
A reação da mídia e de parte do ambiente acadêmico foi reveladora — e enojante. Manchetes correram para rotular Kirk como “influenciador de extrema-direita” e tentaram ligá-lo ao Capitólio, como se isso pudesse relativizar s morte de um pai de família.
Isso não é jornalismo — é uma prática que, ao reforçar estigmas, contribui para um clima de ódio. Universidades e parte da imprensa comemoram quando um “inimigo” é desumanizado; e, quando isso acontece repetidas vezes, alguns jovens internalizam a ideia de que a violência é justificável.
A história como ferramenta de compreensão — e de advertência!
Sou professora de história e declaro aqui: a história se repete, sobretudo quando se manipula a linguagem e se transformam rótulos políticos em licenças para a violência. E não falo isso de forma acadêmica e neutra — falo com nojo de colegas de profissão que foram contaminados por uma visão progressista que transforma a sala de aula em trincheira.
O historiador soviético Dmitry Volkogonov, em sua obra biográfica de Stalin, traz uma passagem que denuncia a hipocrisia e a violência do aparelho soviético:
> “Stalin, que mandara milhões de pessoas para a morte ou para campos de trabalho pela mais tênue suspeita de impureza ideológica, demonstrava uma excepcional falta de escrúpulo ao confraternizar com o fascismo.”
É a prova histórica de que regimes que se autointitulam “antifascistas” podem, na prática, desenvolver os mesmos mecanismos de desumanização que condenam — e que o rótulo “fascista” foi usado como instrumento de extermínio.
O professor e historiador Stanley Payne explica como o comunismo propagandeou o uso do termo de forma massiva e vazia, rotulando todo o contraditório:
> “Todo mundo era um fascista… os socialistas que não eram comunistas eram denunciados como social-fascistas, os liberais eram liberal-fascistas, os conservadores conservador-fascistas...”
Essa prática de rotular inimigos de "fascistas" faz a palavra perder sentido e passa a funcionar como instrumento de estigmatização institucional — e, historicamente, como prelúdio à violência estatal e social.
O historiador Roger Griffin analisa o fanatismo utópico e a desumanização:
> “Na União Soviética, classificar alguém de fascista era só o que era necessário para tomar seus bens, mandar a pessoa para um campo de trabalho forçado ou executá-la também.”
E ainda: “a fé utópica cega em uma espécie de ideal salvador é o que une comunistas e radicais islâmicos em seu projeto de sociedade baseado no terrorismo religioso e de Estado.”
Griffin ajuda a conectar a lógica miliciana do fanatismo com a prática de justificar fins violentos em nome de um “bem maior”.
Payne, Griffin e Volkogonov mostram que nazismo, fascismo e regimes totalitários do século XX compartilham raízes que se conectam pela desumanização do outro e pela violência.
Nazismo, fascismo e comunismo: Filhos do mesmo Pai (com mães diferentes)
Por exemplo: nazismo, fascismo e comunismo são variantes da mesma doença política — filhos do mesmo pai: a crença de que uma utopia ideológica justifica quaisquer meios (incluindo a violência e a eliminação do opositor). As “mães” são diferentes (contextos históricos, bases sociais, retóricas nacionais), mas o gene comum é a desvalorização sistemática do ser humano que pensa diferente.
Regimes que diziam ser “contra o fascismo” praticaram os mesmos crimes: alianças políticas, pactos, perseguições e execuções em nome de um bem utópico. Essa é a raiz que precisa ser combatida.
O peso das palavras — criminalizar a desumanização
Se fascismo e nazismo são crimes (e obviamente são), então usar levianamente o rótulo “fascista” para desumanizar quem pensa diferente deveria ter consequência legal, sobretudo quando a propaganda literal incentiva ou legitima a violência.
Influenciadores, reações e penalizações
No Brasil, influenciadores, médicos, professores e vários outros extremistas publicaram em suas redes posts e vídeos celebrando a morte de Charlie Kirk.
Eduardo Bueno, que comemorou a morte de Charlie, já havia mostrado sua face demoníaca em outros momentos. Chegou até a confessar que jogou seu carro contra senhorinhas patriotas. Só não as matou porque sua esposa não deixou.
Insinuou que sua filha, que mora no Texas — estado republicano —, vive perto de Elon Musk e que ela poderia fazer alguma coisa contra ele.
Burrice ou simplesmente um ser abjeto tomado pelo ódio? Talvez as duas coisas.
Resultado: sua filha poderá ser deportada, documentários e palestras cancelados.
O mais irônico é Peninha odiar os EUA, odiar Trump, odiar conservadores, mas mandar sua filha para morar nos EUA — e justamente em um estado armamentista.
O preço humano — dois filhos sem pai
Charlie Kirk deixa esposa e dois filhos pequenos. Não há justificativa moral para a celebração dessa morte. Vidas arruinadas por uma ideologia que se transformou em violência.
Enquanto a desumanização for tolerada, teremos mais vítimas.
Minha mensagem como professora — vergonha e ação
Escrevo com raiva e com tristeza. É constrangedor ver colegas em universidades que deveriam ensinar método, análise e debate transformarem-se em propagadores de ódio e rótulos. Vocês têm responsabilidade e, sim, têm sangue nas mãos quando incentivam a estigmatização.
Não é apenas uma questão de “ideias diferentes” — é uma questão de segurança pública. O discurso que reduz um adversário a “algo que pode ser eliminado” prepara o terreno para crimes como o que vitimou Charlie Kirk.
Conclusão — acordar ou continuar a sangrar
O assassinato de Charlie Kirk não é um incidente isolado. É sintoma de uma doença política crescente: a normalização da violência contra quem pensa diferente. Se não houver responsabilização — social, acadêmica, ética e, quando cabível, legal —, veremos esses atos se multiplicarem.
10 de setembro de 2025 deve ser o dia em que acordamos: ou enfrentamos o câncer do extremismo ideológico, ou aceitamos que mais pais, mais mães e mais filhos paguem o preço (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 16/9/25)

