O fim da ilusão: O custo real do Lula 3 – Por Paula Sousa
Se você assistir aos jornais na TV ou ouvir os discursos de Lula, parece que o Brasil está nas nuvens, com a economia voando e um futuro brilhante pela frente. Só que o brasileiro de verdade não mora em um estúdio de televisão. A realidade bate forte na barriga quando a gente empurra o carrinho no supermercado, ou dá aquele frio na espinha na hora de trancar o portão de casa com medo da violência.
Para entender a enorme diferença entre a propaganda do governo e a vida real, precisamos olhar para as contas públicas sem desculpas ou maquiagem. A situação atual das contas do País não é só preocupante: ela mostra que o governo Lula conseguiu a proeza de entregar números piores do que os da época da pandemia, que foi a maior crise de saúde e economia do último século.
O buraco sem fundo: Do primário ao nominal
Para entender como a situação é grave, vamos começar pelo básico das contas do governo. Existe o déficit primário, que mede o dia a dia do governo: é a receita (o que arrecada) menos a despesa (o que gasta), sem contar os juros da dívida. É o termômetro que diz se Brasília está gastando mais do que ganha na sua rotina. Olhando o histórico recente mostrado pelo Poder 360, a ex-presidente Dilma Rousseff entregou em janeiro de 2016 um rombo de 104,4 bilhões de reais.
Michel Temer herdou essa tempestade e fechou dezembro de 2018 com 108,3 bilhões negativos. Depois veio Jair Bolsonaro e, em março de 2020, a pandemia de Covid-19 parou o mundo. Com o comércio fechado e a necessidade de pagar o auxílio emergencial, esse rombo explodiu para assustadores 703 bilhões de reais negativos.
Mas, assim que o pior momento da pandemia passou, a economia sob o comando de Paulo Guedes reagiu e o resultado foi impressionante: em julho de 2022, o governo Bolsonaro conseguiu um superávit primário (ou seja, sobrou dinheiro) de 230,6 bilhões de reais positivos. O Estado finalmente gastava menos do que arrecadava.
Porém, quando começou o terceiro mandato de Lula, tudo mudou muito rápido. Em maio de 2024, as contas despencaram para um buraco de 280,2 bilhões de reais negativos e, em março de 2026, fecharam em 137,1 bilhões de reais de déficit. O detalhe mais importante: tudo isso acontecendo em tempos normais, sem nenhuma pandemia, sem guerra mundial ou tragédia global que justificasse esse sumiço de dinheiro.
Só que o verdadeiro monstro das contas aparece quando colocamos os juros da dívida na conta. É aí que surge o déficit nominal. Essa é a conta completa, o resultado final de verdade, sem desculpas. E aqui o recorde é histórico. Na época de Dilma, em janeiro de 2016, a conta completa estava negativa em 644,4 bilhões de reais. Temer segurou o estrago em 487,4 bilhões em dezembro de 2018. No pior momento da pandemia, em janeiro de 2021, o indicador bateu a marca de 1,016 trilhão de reais negativos.
Pois bem: em julho de 2024, o governo Lula conseguiu passar o pior momento da pandemia, registrando 1,127 trilhão de reais de déficit nominal, e batendo o recorde em março de 2026 com destruidores 1,217 trilhão de reais no vermelho. O Brasil de hoje gasta mais para pagar os juros de sua dívida e seus desajustes do que gastava quando o País inteiro estava trancado em casa.
A explosão da dívida e a régua internacional
Pense assim: se uma pessoa ganha 3 mil reais por mês e gasta 5 mil, ela precisa pegar 2 mil emprestados no banco para fechar o mês. O governo faz a mesma coisa, e o acúmulo desses empréstimos vira a dívida pública. Em 2014, no governo Dilma, a dívida era de 56% do PIB (que é a soma de todas as riquezas que o país produz). No seu segundo mandato, Dilma jogou mais 13 pontos para cima nessa conta.
Temer conseguiu dar uma controlada, mas a pandemia jogou a dívida para o recorde de 87% do PIB na contagem do Banco Central. Logo depois, a equipe econômica de Paulo Guedes começou a cortar gastos e reduziu a dívida em 16 pontos percentuais entre outubro de 2020 e dezembro de 2022. Mas, ao passar o comando para Lula e a equipe econômica de Haddad, a dívida voltou a subir sem parar, chegando a 80% do PIB pela contagem brasileira.
Só que existe um truque nas contas do Brasil que esconde o tamanho real do problema. O nosso Banco Central calcula a dívida deixando de fora os títulos do Tesouro que estão guardados com o próprio Banco Central. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) faz uma conta igualzinha para o mundo inteiro e inclui esses papéis. Pela regra de fora do FMI, a dívida real do Brasil salta para assustadores 96% do PIB em 2026.
E o pior foi publicado pela revista Forbes: o alerta do FMI mostra que a dívida do Brasil vai bater 100% do PIB já no ano que vem, e vai subir para 106% até 2031. Isso significa que a nossa dívida vai ser maior do que tudo o que o País inteiro consegue produzir e trabalhar durante um ano inteirinho.
Para você ter uma ideia de como estamos mal na foto, na "Série B" do endividamento da América do Sul, o Brasil ficou em terceiro lugar entre os que mais devem, atrás apenas de Venezuela e Bolívia. Até a Argentina, que todo mundo sabe que passou por crises terríveis há anos, está devendo menos do que o Brasil. Seja olhando pelo Banco Central daqui ou pelo FMI lá de fora, a verdade é uma só: a economia do País está afundando.
Arrecadação europeia, retorno africano e escândalos
Sempre que falta dinheiro, a desculpa do governo é dizer que precisa arrecadar mais. Só que o governo já tira dinheiro do nosso bolso como nunca se viu antes. Segundo dados do portal G1, a carga tributária (o total de impostos que a gente paga) chegou a 32,4% do PIB, o maior valor da história calculado pelo Tesouro Nacional.
O problema não é falta de imposto, é excesso de gasto.
Um manifesto de parlamentares publicado pela revista Veja mostrou que o governo Lula criou ou aumentou impostos já existentes pelo menos 24 vezes desde que assumiu. Isso dá um aumento de imposto a cada 37 dias! E o futuro é ainda mais pesado: com a reforma tributária, vários impostos vão virar um só, o IVA, mas a taxa dele está estimada pela CNN Money em quase 28%. Isso vai dar ao Brasil o título de maior imposto do mundo desse tipo.
E o pior é saber o que volta para nós. Existe uma pesquisa chamada Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), que olha os 30 países que mais cobram impostos no mundo e mede o quanto desse dinheiro volta para o povo em qualidade de vida. Países como Irlanda, Suíça e Coreia do Sul estão no topo: cobram muito, mas entregam muito. E o Brasil? Está na última posição. E não é de agora: faz 15 anos seguidos que o Brasil fica em último lugar nessa lista.
Décadas de governos petistas acostumaram o brasileiro a não ligar e não querer entender de economia, deixando o campo livre para a gastança. A grande mídia não vai te explicar o porquê disso, pois ela também se beneficia do sistema, mas a verdade é que quem mais sofre — e quem mais vai sofrer — é justamente o mais pobre, aquele que o Lula tanto diz defender em seus discursos. O rico consegue pagar escola particular, plano de saúde e segurança; o pobre depende de um Estado falido que come o dinheiro dele na comida e não devolve nada.
Mas o preço dos alimentos subiu tanto que as pessoas finalmente começaram a acordar e a se informar por conta própria. A prova disso são os milhares de vídeos de cidadãos comuns viralizando nas redes sociais, mostrando a realidade nua e crua dos preços absurdos nas prateleiras dos supermercados.
Afinal, para onde vai tanto dinheiro? As manchetes mostram as prioridades. A Folha de S. Paulo revelou que o governo liberou 520 milhões de reais para propaganda antes das eleições — mais que o dobro do que Bolsonaro gastou em 2022 —, sendo que o Grupo Globo recebeu sozinho 267 milhões de reais desse dinheiro nos primeiros três anos e meio do governo Lula 3.
Além disso, o jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja mostraram que os gastos com viagens de todo o governo federal custaram impressionantes 7,35 bilhões de reais, superando os quatro anos inteiros do governo Bolsonaro. Para completar, os gastos com cartão corporativo já passaram de 1,4 bilhão de reais, bancando luxos longe dos olhos do povo.
Enquanto o dinheiro some em viagens caras e propagandas, o coração do governo é cercado por denúncias pesadas. O noticiário do Lula 3 foi inundado por escândalos: fraudes e contratos suspeitos na operadora Master, auditorias apontando rombos milionários e desvios no INSS, além de investigações da polícia que revelaram o crime organizado e facções criminosas infiltradas em esquemas dentro de estruturas do próprio governo.
A ruína social e o alerta final
Todo esse descontrole também destrói a segurança e a sociedade. No Global Peace Index, que mede a paz e a segurança em 163 países, o Brasil está na terrível posição 124. Estamos quase caindo para o nível de lugares perigosos e em guerra, como Líbia, Uganda e Moçambique, e muito longe de países seguros como Islândia, Nova Zelândia e Suíça. No International Property Rights, que mede o respeito à propriedade privada e às leis, o Brasil está em 58º lugar entre 126 países. E no ranking da corrupção, que avalia 182 nações, o Brasil aparece na posição 107, carimbado como um dos países mais corruptos do mundo.
O Brasil nunca teve milagres econômicos fáceis, mas a diferença entre os governos é clara como a água. Mesmo enfrentando o mundo inteiro fechado por causa de uma pandemia sem precedentes, cortando gastos, destinando a verba pública de forma eficiente a equipe econômica de Paulo Guedes junto ao presidente Jair Bolsonaro conseguiu entregar as contas no azul com um superávit de 54 bilhões de reais, além de fazer os assassinatos caírem 7% em 2021 e mais 2,4% em 2022, segundo dados da Gazeta do Povo, do G1 e da Agência Brasil.
A volta da velha política de gastança destruiu a capacidade das nossas empresas e comércios de respirarem.
Se o atual modelo de gastança e impostos altos de Lula continuar, o País irá direto para a falência, e logo não sobrará nem escombros do Brasil para salvar. Mas uma luz surge nas pesquisas com o crescimento de Flávio Bolsonaro, trazendo de volta a lembrança de como seu pai superou a maior crise sanitária do século com responsabilidade e recordes na economia. O avanço de Flávio é a promessa real de que essa competência será restaurada, resgatando o País do buraco populista para construir, finalmente, um Brasil seguro e com uma economia forte (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 1/7/2026)

