O império Meirelles, alianças políticas e o destino do agro paulista

Faesp/Senar nas sombras: O império Meirelles, alianças políticas e o destino do agro paulista
Por Paula Sousa
Enquanto alguns fazem política de carpete e camarim, outros pisam na lama com coragem e verdade.
Esse é o retrato do embate entre Paulo Junqueira e Tirso Meirelles: de um lado, a liderança ética que brota do chão; do outro, uma velha oligarquia rural tentando se perpetuar como capitania hereditária dentro da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar.
A recente tentativa de Tirso Meirelles de macular publicamente o Fundesa – Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal, fundo essencial para proteger o rebanho paulista contra surtos sanitários, foi um ataque político disfarçado de preocupação técnica.
O projeto já tinha data marcada, cronograma aprovado e apoio do Governo do Estado. A Faesp/Senar foi notificada formalmente. A crítica, portanto, não só foi infundada, mas suspeita.
Tirso Meirelles, Meirelles, presidente sub judice, prefere a pose à produção.

O presidente sub judice da Faesp/Senar Tirso Meirelles e o vice-presidente da República Geraldo Alckmin na abertura da Agrishow 2025. Foto Reprodução Divulgação
Enquanto o agro clama por seriedade e dados, ele recorre à mídia e à nostalgia de poder, mesmo após declarar apoio a Geraldo Alckmin, de quem é fã histórico de carteirinha, que está lado a lado com Lula, Boulos e Marina Silva.
Estaria Tirso Meirelles pavimentando seu caminho rumo a um ministério no governo Lula? Ou, quem sabe, articulando uma aliança estratégica com Geraldo Alckmin de olho nas eleições de 2026 para o Palácio dos Bandeirantes?
Não faltam comentários nas rodas de café político de que o atual vice-presidente já cogita enfrentar Tarcísio de Freitas nas urnas — e Meirelles pode estar preparando seu passe para esse tabuleiro.

PAULO JUNQUEIRA Foto-Blog-RAdio-Conquista
Já Paulo Junqueira não precisa de manchetes. Sua força está nos bastidores, na defesa institucional, no trabalho silencioso e no compromisso com a verdade dos produtores rurais.
Sua resposta ao ataque político foi um gesto de bravura:
Defendeu o Fundesa com fatos.
Denunciou a tentativa de sabotar o setor.
Expôs a tentativa de manter o poder na Faesp/Senar como herança de família.
Apontou o caminho correto: transparência, técnica e diálogo com o governo.
Mas o que mais assusta não é só a postura de Meirelles...
É o silêncio cúmplice dos que se beneficiam da estrutura de poder decadente ou simplesmente se escondem por conveniência.
Chega de feudos! O agro paulista não é brinquedo de velhos caciques.
É um setor que movimenta bilhões, emprega milhares e precisa de líderes com coragem, chão batido e vocação pública!
Se a Faesp/Senar quiser sobreviver, terá que escolher: seguir refém de dinastias ou caminhar com gente que defende a terra de verdade.
E como diz o artigo:
“O agro não precisa de descendentes. Precisa de líderes.”
Paulo Junqueira é um desses líderes! (Da Redação, 20/5/25)

Fundesa - Alesp aprova fundo indenizatório para pecuaristas

Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal irá ressarcir produtores em caso de novos focos de febre aftosa, em decorrência da retirada da vacinação.
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou, na última terça-feira (17/12), a criação do Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal, criado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado a partir de sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). O Fundesa é uma resposta às demandas do setor produtivo da carne paulista, e garante um ressarcimento indenizatório aos pecuaristas em casos de emergências sanitárias, como, por exemplo, a infecção do rebanho por febre aftosa.
“SP ficou livre da febre aftosa, em uma conquista sanitária histórica em 2023. Agora, o Fundesa traz segurança jurídica e alimentar, com o próprio setor se financiando com um valor baixíssimo, bem mais baixo do que a vacina, fora a mão de obra e o manejo de aplicação. O Fundo vai ter toda a participação do setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.
“O Fundesa representa um avanço histórico no apoio aos pecuaristas e uma resposta às necessidades do setor produtivo. A segurança jurídica que ele proporciona fortalece nossa capacidade de resposta a crises sanitárias, protegendo a produção local”, afirma Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária.
Ainda de acordo com Barrochelo, o grande diferencial do Fundesa-PEC é que ele será um em um modelo público privado, sendo administrado por um Conselho Gestor, presidido pelo Coordenador da Defesa Agropecuária com a participação de representantes da CDA além de órgãos e entidades do setor público e das cadeias produtivas. “Esse modelo garante o baixo custo de administração do fundo garantindo que o recurso seja usado apenas para indenização”, destaca o veterinário.
Agora, o PL aguarda a sanção do governador de SP, Tarcísio de Freitas. A gestão do Fundesa-Pec ficará a cargo de um conselho gestor, composto por representantes dos setores público e produtivo, garantindo transparência e eficiência na alocação dos recursos. O valor da contribuição será por cabeça de gado.
“Uma visão de gestão, governança transparente, construído junto a cadeia produtiva da carne bovina sustentável, garantindo avanço do setor abrindo novos mercados internacionais”, acrescenta Christiane Morais, Presidente da Câmara da Carne Bovina na Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (Assessoria de Comunicação, 18/12/24)

