Peixe podre – Por Lucia Lucia Festuccia
Presidente Lula mostra o dedo do meio durante cerimônia no Palácio do Planalto no início de julho. - Cristiano Mariz-Agência O Globo
O tarifaço americano que agora resultou em 25% de imposto tem estado desde o começo, há pelo menos um ano, contaminando o processo eleitoral, tomado pelo atual mandatário num verdadeiro “jogo político”.
Neste momento da campanha pela reeleição, em que se encontrou com tamanha desvantagem, graças aos resultados concretos deste desgoverno e ao esgotamento geral dos argumentos da esquerda internacional que vem atravessando desde o século XX e entrou no século XXI, desacreditada com aquela ladainha do embate de raças e de gêneros, mimimis e coisas de esquerda saturadas
O artista da lábia viu o momento como um apelo emocional de campanha eleitoral, a autuação do Eduardo Bolsonaro, nos EUA, ao mesmo tempo que ministros do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades brasileiras foram alvo de sanções e suspensões de vistos pelo governo dos Estados Unidos, com destaque para Alexandre de Moraes sob a Lei Global Magnitsky, junto com o anúncio do primeiro tarifaço do Trump e o resultado da Seção 301, a oportunidade de relacionar uma coisa à outra e vender todas, como obra dos traidores da pátria da família Bolsonaro.
Com a roupagem de proteção da soberania nacional, tem sido o discurso da campanha eleitoral, que teve o julgamento do Brasil, em 12 de julho, pela Seção 301 do USTR, que é a autoridade comercial dos EUA, um órgão independente do presidente Trump, das práticas comerciais e protecionistas do governo Lula, isso há três meses antes do primeiro turno das eleições.
Na prática o governo Lula entendeu que o melhor projeto de poder para o Brasil era não apresentar defesa técnica, mesmo porque teve mais de 12 meses para montá-la, e deixou nítido em seus palanques, que quanto maiores e mais amplas fossem as tarifas impostas ao povo brasileiro ressoariam melhor para continuar no seu discurso labioso, atribuindo os resultados aos traidores da pátria.
Um julgamento que teve base técnica, Lula atribuiu como conspiração política contra o Brasil, por força dos Bolsonaros, assim como culpa tudo que não dá certo no governo ao longo dos anos, dos desmandos do PT e da esquerda, o que antes era do Jair Bolsonaro, agora é dos Bolsonaros.
Para se ter uma noção prévia tecnicamente, o que justificou a taxação de 25% aos produtos brasileiros foi o resultado da investigação conduzida pela USTR (United States Trade Representative), órgão responsável pela política comercial americana.
O procedimento foi aberto com base na Sessão 301 do Trade Act de 1974, e os temas investigados incluíram: comércio digital; sistema de pagamentos Pix; barreiras comerciais consideradas discriminatórias; acesso ao mercado brasileiro; propriedade intelectual; combate à corrupção; questões ambientais e desmatamento; outras práticas consideradas prejudiciais a empresas americanas. Veja que no discurso do presidente Lula (ilusionista de jumentos) o clã Bolsonaro teve total envolvimento em cada item analisado e investigado pela política comercial americana.
E segundo reportagens internacionais publicadas após a decisão, Marco Rubio afirmou que o governo Lula não negociou "de boa-fé" ("good faith") com os Estados Unidos durante o processo.
Essa expressão tem um significado importante no vocabulário diplomático americano.
Quando Washington afirma que um país não negociou de boa-fé, normalmente quer dizer que, na visão americana: as preocupações levantadas não foram adequadamente respondidas; não houve avanço concreto nas negociações; não foram apresentadas propostas consideradas satisfatórias; o governo investigado não demonstrou disposição para alterar as práticas questionadas. Simples assim. É de se acreditar que o governo Lula achou que poderia enganar a política comercial americana como faz com a política brasileira impulsionada pela mídia ativista.
Com destaque a fala de Marco Rubio é muito importante, ela revela como Washington interpretou a postura brasileira. Na visão apresentada por Rubio: houve oportunidade de negociação; houve tempo para diálogo; os americanos entendem que suas preocupações não foram adequadamente tratadas; por isso a investigação terminou sem acordo. Do ponto de vista americano, a tarifa foi consequência do fracasso dessas negociações. Após mais de um ano de análise, o USTR recomendou medidas tarifárias.
O governo Trump então anunciou tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, mantendo exceções para setores considerados estratégicos para os próprios Estados Unidos, como: café; carne bovina; componentes aeronáuticos; alguns produtos energéticos; determinados itens ligados às cadeias produtivas americanas.
Isso mostra que a medida foi desenhada para gerar pressão econômica sem causar impacto excessivo sobre setores considerados essenciais para o mercado americano.
As autoridades americanas afirmaram que o governo Lula não negociou de boa-fé e não apresentou respostas consideradas satisfatórias durante o processo. Na interpretação americana, o fracasso das negociações contribuiu para que a investigação terminasse sem acordo e culminasse na aplicação das tarifas.
Ou seja o governo Lula ou só o próprio Lula não quis fazer qualquer negociação para impedir o resultado, e diga-se, o Trump transformou a potência comercial americana no novo eixo em torno do qual pretende que se estruture toda política externa do EUA daqui por diante, e não é só no Brasil, essa pratica de tarifação das relações comerciais atingirá, numa questão de tempo a 98% do comércio internacional que circula no planeta terra, e o Lula quer nos fazer crer que quem tem o poder de fazer ou desfazer tudo isso é a família Bolsonaro.
É claro que uma mentira tão vasta, e tão rasteira, teria pouquíssimas chances de convencer qualquer pessoa lúcida. Mas o Lula conta sempre com a cumplicidade de uma imprensa velha, ativista, torpe, paga, que, por ação ou por omissão, ajuda ele a vender esse “peixe podre” para os desavisados, para os que acompanham essa imprensa.
Durante todo esse ano que passou, o presidente desviou a responsabilidade pelo comércio internacional do Brasil dos órgãos técnicos especializados do Itamaraty, que há anos vem gestando aí como o principal instrumento do seu plano de realinhamento geopolítico com a China, o Lula não moveu uma palha para discutir tecnicamente o tema e defender os interesses do Brasil junto ao USTR, coisa que como órgão de uma nação democrática e civilizada, ofereceu obrigatoriamente o direito de defesa aos objetos dos seus julgamentos técnicos.
Inegável, no lugar do Lula, marcou a posição o candidato Flávio Bolsonaro, posto que o governo não enviou ninguém, para a última e decisiva reunião marcada, havia mais de um ano, que se deu aí em primeiro de julho passado. Deixou tudo por conta de uma carta, foi tudo que Lula mandou para essa reunião decisiva. Com isso, o atual mandatário atribui também ao pré-candidato Flavio Bolsonaro a saga da família, que quer destruir o Brasil, e é assim que tenta nos seus discursos eleitoreiros essa farsa, cansativa, desprovida de verdades, seu ponto forte, convencer o eleitorado coxo.
E é isso que o secretário de Estado Marco Rubio denunciou na nota que ele publicou no X.: "O presidente Trump, instruído pela USTR, impõe uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Que não haja dúvida sobre o motivo: o presidente Lula e o seu governo não negociaram com os Estados Unidos de “boa-fé”. Suas políticas econômicas são prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros. No último ano, o Lula colocou o seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro. E essas tarifas são o preço a pagar por isso."
Não só, a par da destruição da economia nacional pela devastadora operação de suborno eleitoral amplo, geral e irrestrito que o Lula está promovendo, e com a qual está destruindo o futuro da economia brasileira, criando a dívida que está nos custando a todos os juros mais altos do planeta, está aplicando o picadinho sobre o que restou de vários setores da economia brasileira, cavando esse tarifaço que acredita que irá ajudá-lo a se eleger.
A que preço esse governo chega pelo poder e para manter-se nele!
Nauseante mil vezes, a destruição de uma nação, cavada com as próprias mãos, o desgoverno está atingindo a sua meta, que será uma missão desumana e longa para reverter as porcariadas desse insano governo do PT.
Reproduzindo as falas do pré-candidato Flavio Bolsonaro, hoje, numa plataforma:
“A minha luta é por vocês. E é por causa dessa luta que estou usando colete à prova de balas todos os dias. Eu também estou cansado dessa violência, mas vou até o fim contra esses narcoterroristas e contra o sistema que faz vista grossa para eles. Já são mais de 2 mil ameaças de morte, mas eu não vou me intimidar. Eles podem inventar mentiras e criar narrativas para tentar me destruir. Podem me ameaçar com balas e facas. Eu não vou parar. Porque os brasileiros também não se intimidam. Mesmo diante de toda essa violência, vocês saem de casa todos os dias, trabalham, sustentam suas famílias e colocam este país de pé. Essa luta é por cada um de vocês que acredita em um Brasil melhor! Flávio Bolsonaro”.
E assim caminhamos a 73 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, que a força e a coragem estejam com os brasileiros!
Sobre a autora
Lucia Festuccia é advogada com sólida atuação jurídica em Ribeirão Preto. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se pela defesa de princípios, pela experiência prática no Direito e pelo engajamento nos debates políticos contemporâneos. Ativista e voz atuante no cenário público, integra o time de articulistas do portal BrasilAgro, contribuindo com análises jurídicas, institucionais e sociais. Também atua como membro da equipe pedagógica e consultora jurídica do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil, desenvolvendo ações voltadas à formação cidadã, à valorização da cultura e ao fortalecimento das instituições; 23/7/26

