Petróleo entrou em novo patamar de US$ 72 a US$ 75,afirma CEO da Petrobras
Magda Chambriard, CEO da Petrobras, concede entrevista no Rio de Janeiro - Ricardo Moraes-Reuters
- Barril Brent voltou a ficar abaixo de US$ 72 nesta quarta, após uma semana
- Petrolífera anunciou redução de R$ 0,3515 do litro do diesel vendido a distribuidoras
A presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o preço do barril do petróleo parece ter se estabelecido em novo patamar de US$ 72 a US$ 75 (R$ 373,69 a R$ 389,26), embora o mercado ainda não tenha normalizado e a guerra no Oriente Médio continue impondo incertezas.
Segundo a executiva, a redução do preço do diesel vendido às distribuidoras, anunciada pela Petrobras na noite de terça-feira (30), já reflete a menor cotação do petróleo Brent.
A referência do petróleo fechou a sessão de terça em US$ 72,92 o barril, próximo do nível negociado em 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, quando terminou o dia a US$ 72,48.
"(O mercado de petróleo) ainda não voltou ao normal, mas US$ 72 a US$ 75 parece mesmo um novo patamar", afirmou Chambriard.
Nesta quarta, o barril Brent chegou a ficar abaixo de US$ 72, sendo negociado a US$ 71,67, menor patamar desde 27 de fevereiro, quando atingiu US$ 70,33. Ele não ficava abaixo de US$ 72 desde 26 de junho, quando a cotação chegou a US$ 71,93.
A Petrobras divulgou uma redução de R$ 0,3515 do litro do diesel vendido a distribuidoras, mesmo valor do desconto que foi concedido no âmbito do subsídio governamental e que agora está sendo retirado. Com isso, o preço de venda ficará estável.
A subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel dada pelo governo federal, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, deixa de ser válida nesta quarta-feira, conforme anúncio feito na terça-feira pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
De acordo com o ministro, outras subvenções de combustíveis atualmente em vigor estão em avaliação para retirada gradual, diante do recuo da cotação do petróleo em meio à redução das tensões no Oriente Médio.
Irã e Estados Unidos anunciaram um acordo provisório para interromper a guerra e o fluxo de navios de carga pelo estreito de Hormuz, por onde trafegava 20% do abastecimento global de petróleo antes da guerra, está sendo restaurado, enquanto as partes ensaiam negociar as condições para o fim definitivo da guerra, que já dura quatro meses (Reuters, 1/7/26)

