Petróleo volta a impactar preço do açúcar em Nova York, que sobe 3,8%
Demanda por açúcar pode aumentar e impulsionar os preços — Foto: Freepik
Para analista, tendência é que o açúcar volte a subir enquanto permanecem as incertezas com a guerra.
Por mais uma sessão, a volatilidade no mercado do petróleo impactou os preços futuros do açúcar em Nova York. Os contratos para maio fecharam a sessão em alta de 3,85% nesta quinta-feira (19/3), a 15,37 centavos de dólar a libra-peso.
Segundo Marcelo Filho, analista de inteligência de mercado da Stonex, o principal vetor de alta para o açúcar é a valorização recente do petróleo. O barril do fóssil fechou o dia em alta de 1,18%.
“O mercado está vendo a consolidação do petróleo acima dos US$ 100, e poucos sinais de que terá um cessar fogo no Oriente Médio. Esse cenário cria um sentimento de que a gasolina vai ficar mais cara, e o etanol deve ganhar ainda mais espaço no mix de produção”, disse.
Ainda segundo ele, o açúcar pode continuar subindo no curto prazo, já que os próximos meses devem marcar o aumento das importações, enquanto o Brasil – maior exportador global – ainda está em período de entressafra.
O café fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em forte alta. Os lotes com entrega para maio avançaram 2,73%, a US$ 3,0090 a libra-peso.
As cotações voltaram a superar a barreira dos US$ 3 diante das restrições logísticas no Oriente Médio e ainda recuo dos estoques certificados, conforme análise da Barchart.
O cacau se valorizou na bolsa de Nova York após ajustes técnicos dos investidores. Os contratos para maio fecharam em alta de 2,18%, a US$ 3.331 a tonelada.
O preço do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) voltou a despencar nas negociações em Nova York. Os futuros para maio caíram 7,45%, cotados a US$ 1,6705 a libra-peso.
O algodão fechou a sessão em Nova York com preços em queda. Os contratos para maio recuaram 1,50%, cotados a 67,67 centavos de dólar por libra-peso (Globo Rural, 19/3/26)

