Presidente sub judice da Faesp/Senar se inspira em ditador Kim Jong-un
ditador Kim Jong-un-foto -Jorge Silva-F-EPA
O presidente sub judice da Faesp/Senar Tirso Meirelles, acaba de confirmar, mais uma vez, que se inspira nos métodos de Kim Jong-un ditador da Coreia do Norte. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, utiliza diversos métodos para manter o seu poder e controle sobre a população. Estes incluem a imposição de um culto de personalidade, o controle da informação, a restrição da liberdade de movimento e a repressão a qualquer forma de oposição.
Quem está habituado ao movimento da rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, a presença de dezenas de veículos da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo desde as primeiras horas da manhã desta 2ª feira (2) e até mesmo o movimento de viaturas da Polícia Militar e um veículo da Guarda Municipal de São Roque, distante 62 kms da capital (vide matéria abaixo) em frente ao prédio sede da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar, era o prenúncio de que algo de importante aconteceria.

Paulo Junqueira chega à sede da Faesp/Senar onde é recebido por apoiadores
Comentários ouvidos da tropa de policiais que foram destacados para o evento davam conta que havia risco e perigo iminente de um ataque de trabalhadores do MST – Movimento dos Sem Terra e que o presidente sub judice Tirso Meirelles havia solicitado ao prefeito da capital, Ricardo Nunes, um aparato de segurança para evitar a invasão da sede da Faesp/Senar.
O próprio Tirso Meirelles teria chegado à sede da entidade antes das 6h. E, a partir das 9h, teve início a Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente sub judice da Faespp/Senar, Tirso Meirelles, que mais uma vez colocou no limbo a imagem da entidade que deveria representar os produtores do principal setor rural, o mais importante da economia paulista.

Viaturas policiais guarneciam a sede da Faesp/Senar desde às 6h
O processo de exclusão de Paulo Junqueira, advogado e produtor rural, presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural do Vale do Rio Pardo, como já era esperado, consolidou uma farsa e narrativa fantasiosa. Nada de novo, como o próprio Paulo Junqueira já esperava, pois dos 230 sindicatos rurais paulistas, compareceram apenas 160 representantes, dos quais 145 votaram pela exclusão do líder rural, 13 votaram não, 1 voto foi anulado e também 1 desapareceu durante a eleição.
Na véspera, dirigentes sindicais do interior chegaram à São Paulo e, por conta do sistema Faesp/Senar, se hospedaram com todas suas despesas pagas no Hotel Gran Corona. Integrantes da chapa de oposição “Nova Faesp”, como em outros eventos promovidos pelo “sistema”, mais uma vez foram discriminados e tiveram que arcar com suas próprias despesas.








Cópia dos registros de hospedagem pagos pelo sistema Faesp/Senar a "dirigentes sindicais" do interior no Hotel Gran Corona. Jabá = Dinheiro para suborno ou gratificação. Também pode referir-se a dinheiro ou bem que se oferece a alguém em troca de um favor ou para garantir um bom resultado, muitas vezes em contextos ilícitos. Despesas de hospedagem e alimentação para dirigentes sindicais rurais da situação não se enquadram nesta definição?
A discriminação determinada pelo presidente sub judice Tirso Meirelles, que teve sua eleição anulada pelo Tribunal de Justiça do Trabalho da 2ª Região em 1ª e 2ª instância – o mesmo tribunal que anulou sua tentativa de auto posse no último dia 14 de abril no Theatro Municipal de São Paulo... – provocou um dos mais escandalosos e vergonhosos processos de revanchismo da história sindical brasileira.
Isto porque, já no exercício de 2024, os sindicatos de oposição tiveram a redução entre 60% a 80% das transferências dos recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar. Para 2025, os repasses foram totalmente cancelados, embora os produtores rurais das regiões discriminadas paguem percentual de cada emissão de documento fiscal que emitem para o sistema.
“Vitória de Pirro”

Antes mesmo do início da Assembleia Geral Extraordinária, o líder rural Paulo Junqueira já considerava iminente sua exclusão justificada pelo fato dos outros integrantes do grupo de representantes da entidade ser formado em expressiva maioria por pessoas alheias a atividade rural que se beneficiam com recursos e empregos para eles, seus familiares e apaniguados.
Mas, ele demonstrava tranquilidade e confiança, afirmando que independente do resultado, se manteria focado nas atividades do agro. “Pela importância econômica e social do setor e, principalmente pelo desserviço que vem sendo prestado nas últimas 5 décadas pela “dinastia Mirelles”, vou continuar defendo as atividades do agro paulista e brasileiro”, afirmou.

Grupo de dirigentes sindicais em frente à sede do sistema Faesp/Senar em apoio a Paul Junqueira
E, ao final da assembleia e ao deixar o prédio sede da Faesp/Senar, foi recebido com aplausos pelas dezenas de produtores rurais e apoiadores que viajaram do interior para acompanhar prestarem a ele solidariedade.
“Considero que a decisão para minha exclusão se transformou para o presidente sub judice Tirso Meirelles, uma "vitória de Pirro", que apesar de formalmente obtida, causa ao vencedor prejuízos tão grandes que a vitória se torna, em essência, uma derrota ou um benefício mínimo”, afirmou. A origem da expressão, segundo a Wikipedia, está ligada a um evento histórico, a vitória do rei Pirro de Épiro sobre os romanos na batalha de Ásculo, onde, apesar de vencer, Pirro sofreu perdas significativas.
Paulo Junqueira deve definir agora com o seu grupo “Nova Faesp” as estratégias de recursos na esfera administrativa, judicial, política e institucional que serão tomadas. “Há várias ações que estão tramitando na Justiça e, até o momento, em todas conquistamos importantes vitórias pois nossas denúncias são consistentes e as provas de irregularidades que sistematicamente vem sendo cometidas por Tirso Meirelles são robustas” (Da Redação, 3/6/25)

