07/11/2025

REALIDADE SEM FILTRO – Por Rodrigo Simões

REALIDADE SEM FILTRO – Por Rodrigo Simões

Nesta edição, analiso a recente operação do Governo do Rio de Janeiro contra o crime organizado, a postura corajosa do governador Cláudio Castro, as reações irresponsáveis de alguns setores da mídia e da política, e o triste contraste de um país que ainda hesita em chamar o certo de certo e o errado de errado.

 

A coragem de governar

 

O governador Cláudio Castro mostrou o que o Brasil espera de suas lideranças: atitude, firmeza e compromisso com a lei. Sua decisão de enfrentar o crime nas comunidades da Penha e do Alemão foi um ato de coragem e respeito à população fluminense e ao país.

 

Honra e luto

 

Lamentamos profundamente as quatro mortes dos agentes de segurança que perderam a vida cumprindo o dever. Quatro heróis tombaram em nome da ordem e da paz. Que Deus conforte os familiares e amigos dessas vítimas e que o Estado jamais esqueça o sacrifício desses homens.

 

Luciano Huck e a desconexão com o Brasil real (parte 1)

 

Em seu programa de domingo, Luciano Huck surpreendeu negativamente o país ao criticar a operação da Polícia no Rio. Em vez de reconhecer a importância da ação, preferiu se posicionar de forma distorcida — como se o combate ao crime fosse um erro.

 

O palco do moralismo seletivo (parte 2)

 

É fácil julgar de dentro de um estúdio, com seguranças e câmeras. Difícil é subir o morro sem publicidade, sem roteiro e sem aparato. Huck fala de empatia, mas ignora o medo real das famílias que convivem com a violência todos os dias. O povo percebeu a incoerência — e reagiu com indignação.

 

Fama não é consciência (parte 3)

 

O apresentador, cercado de privilégios, não representa a voz da maioria. Quando defende o indefensável, agride o sentimento de justiça da população. Não se trata de espetáculo, mas de vidas perdidas, de policiais mortos e de cidadãos reféns do medo.

 

A cena teatral da esquerda

 

Logo após a operação, nomes da esquerda — como Benedita da Silva e seus aliados — protagonizaram uma cena patética: subiram o morro não para ajudar, mas para aparecer. Com discursos prontos e gestos ensaiados, tentaram transformar uma ação legítima de segurança em palanque político.

 

Memória curta e conveniência longa

 

Quando governou o Rio, Benedita da Silva pouco fez para mudar a dura realidade das comunidades. Agora, com microfones e câmeras, tenta reescrever a história. Mas o povo lembra: omissão e populismo ajudaram a consolidar o poder do crime nas favelas fluminenses.

 

A “especialista” de sofá (parte 1)

 

Chama atenção a recorrência de “especialistas” que ganham espaço na mídia para opinar sobre segurança pública. Uma delas, Jacqueline Muniz, chegou a sugerir que traficantes poderiam ser enfrentados “com pedras”. Ironia das ironias: fala-se em segurança sem compreender o que é risco.

 

A irresponsabilidade travestida de análise (parte 2)

 

Como pode alguém, em rede nacional, minimizar a ação policial e ainda insinuar que o crime pode ser contornado com “diálogo e pedras”? O brasileiro que trabalha, estuda e sonha com um país melhor recebeu essas palavras como uma verdadeira pedrada — no bom senso e no respeito à vida.

 

Propaganda em vez de segurança

 

Após a operação no Rio, o Governo Federal decidiu gastar meio milhão de reais em propaganda sobre segurança pública. Propaganda não protege vidas. Combate à criminalidade exige investimento real, não marketing. O que o Brasil precisa é de atitude, como a de Cláudio Castro — e não de encenações caras e vazias.

 

A diferença entre palco e coragem

Enquanto uns transformam tragédias em discurso, outros arriscam a própria vida para proteger o país. É hora de reconhecer quem realmente trabalha pelo bem comum — e quem apenas se aproveita do sofrimento alheio para buscar holofotes (Rodrigo Simões – Jornalista, administrador de empresas, pós-graduado em Gerente de Cidades pela FAAP, duas vezes vereador em Ribeirão Preto, presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Pretoem 2017, ex-presidente da FUNTEC)