Venda da Rumo entra na fase final com Grupo México, Cofco e Bunge no páreo
A Rumo tem uma das principais malhas ferroviárias de cargas do Brasil. Foto Tiago Queiroz Estadão
Está sendo negociada uma fatia de 15% da companhia, avaliada em R$ 5 bilhões
A venda da Rumo Logística está em fase final, recebendo propostas vinculantes por parte da fatia do Grupo Cosan na companhia, apurou a Coluna. A ideia é a venda de cerca de 15% da Rumo, o equivalente a R$ 5 bilhões. Entre os interessados que se apresentam nessa fase estão apenas o Grupo México e Cofco, que teria feito proposta conjunta com a Bunge, disseram fontes próximas à transação.
O Grupo Ultra, por sua vez, deixou o processo antes da fase vinculante por falta de consenso em relação ao preço do ativo. A Inpasa, biorrefinaria de grãos que também participou do processo e chegou a ser apontada por fontes como parte da etapa atual, afirmou em nota que “não fez proposta vinculante pelo ativo”. Segundo fontes, a companhia avaliou que o capex (investimento em ativos físicos) da operação era alto e as margens apertadas, itens financeiros que fizeram a companhia desistir.
A Cosan é a acionista de referência, com pouco mais de 20% das ações da Rumo. A venda de apenas uma fatia da participação da Cosan evita a chamada de uma oferta de compra de ações (OPA) do total das ações. A Rumo tem um valor de mercado de mais de R$ 24 bilhões e 75,6% de suas ações estão dispersas no mercado. O modelo de venda de uma fatia minoritária da companhia, porém, pede um prêmio em relação ao preço das ações, com a recompensa de que o comprador faria parte do grupo de controle da Rumo.
Ativo é considerado atraente
Segundo fontes, o Grupo México, que atua nos setores de mineração, transportes e infraestrutura, aparece como o favorito. O ativo é considerado atraente pela posição da Rumo no escoamento de produtos do agronegócio, mas enfrenta desafios macroeconômicos.
Entretanto, a visão de alguns sócios da Cosan é de que o ativo está com seu preço depreciado em Bolsa, tanto que o valor de venda chegou a ser um ponto de discussão entre os sócios - Rubens Ometto, BTG Pactual e Perfin. A fase vinculante, segundo fontes, tem andado mais devagar do que os vendedores gostariam.
A Rumo tem uma das principais malhas de transporte ferroviário de cargas do Brasil, conectando regiões produtoras do agronegócio e da indústria aos principais portos exportadores do País.
Procurada, a Cosan não comentou. O Grupo México não respondeu ao contato da reportagem. Cofco e Bunge disseram não comentar rumores de mercado (Estadão, 20/8/26)

