25/09/2025

Você não terá nada e ainda pagará caro por isso – Por Paula Sousa

Você não terá nada e ainda pagará caro por isso – Por Paula Sousa

Foto Blog iG

 

Por Paula Sousa

 

Os novos impostos não são apenas números frios em uma planilha do governo. Eles representam o início de um apocalipse econômico, cuidadosamente empacotado como “modernização” e “justiça tributária”. O que está em jogo não é apenas quanto você paga de IPTU ou de aluguel. O que está em jogo é o futuro da propriedade privada e da classe média brasileira.

 

O IPTU Inflado: O Governo Descobriu Que Seu Imóvel “Vale Mais”

 

Eles nunca dormem. Quando o assunto é colocar a mão no seu bolso, o governo trabalha com uma eficiência admirável. O novo alvo? O IPTU, que partir de 2026 não mais será calculado pelo valor venal antigo, mas pelo que a Receita e os cartórios decidirem que o seu imóvel “vale” hoje.

 

Claro, sempre com aquela lógica simples: se existe alguém que superestima o valor de qualquer coisa, esse alguém é o governo. O resultado? Proprietários sufocados e inquilinos pagando a conta no boleto.

 

 

Reforma Tributária: A Simplicidade que Sai Caro

 

Mas não para por aí. A tão vendida reforma tributária veio com a promessa de simplificação. Sai PIS, COFINS, ICMS e ISS; entra o famoso IVA Dual, com IBS e CBS. Parece moderno, parece racional — até olhar a matemática.

 

A alíquota que hoje é de 3,65% pode saltar para 10,60%. Triplo. E quem acha que isso não afeta diretamente o cidadão comum, basta pensar no aluguel: um contrato de R$ 2.000,00 que hoje paga R$ 73,00 em tributos pode saltar para R$ 169,00.

 

Resultado? Mais pressão sobre inquilinos e um mercado imobiliário já fragilizado.

 

O Efeito Dominó: Tudo Vai Ficar Mais Caro

 

E se os preços dos imóveis aumentam, não é apenas a casa que fica mais cara. O efeito dominó é inevitável:

 

O custo dos combustíveis dispara.

 

O preço dos alimentos vai junto.

 

Serviços, produtos, mensalidades escolares, planos de saúde — tudo sobe.

 

Até aquele cafezinho da padaria vira artigo de luxo.

 

No fim, quem paga aluguel sente a pancada direto no estômago. O mais pobre, que já luta para manter um teto, será esmagado. A classe média, que tenta manter um imóvel, será forçada a vender ou entregar as chaves. As empresas, sufocadas por impostos e custos, simplesmente vão embora em busca de economias mais livres.

 

E o Brasil? Fica com desemprego, miséria e dependência crescente do Estado.

 

Receita Federal Dentro da Sua Família

 

Como se não bastasse taxar o teto sobre sua cabeça, a Receita Federal resolveu olhar até dentro das famílias. Adultos que moram em imóveis dos pais passam a ser notificados.

 

Se não houver um contrato formal de aluguel ou um documento de “doação de uso”, o Estado exige que tudo seja registrado em cartório.

 

Em outras palavras: nem mesmo dentro da sua família você escapa da burocracia estatal. Até o gesto mais simples — deixar um filho morar no apartamento da família — vira objeto de fiscalização.

 

De Marx à Faria Lima: O Comunismo de Planilha

 

É aqui que a análise econômica encontra a ideológica. Karl Marx, ainda no século XIX, defendia a estatização progressiva da propriedade através dos impostos. Não é confisco imediato; é um processo lento, quase invisível, mas contínuo.

 

Imposto após imposto, taxa após taxa, a propriedade privada vai se tornando inviável. Empresários estrangulados. Famílias cada vez mais dependentes de favores do Estado. A classe média esmagada entre dois blocos: de um lado, a elite política e burocrática; do outro, uma massa de dependentes cada vez mais vulneráveis.

 

E não é coincidência. Lula e seus burocratas seguem a cartilha, embalados pelo aplauso cúmplice da Faria Lima e dos globalistas. O objetivo é cristalino: acabar com a classe média e criar uma sociedade com apenas duas classes.

 

Duas Classes: Eles no Poder, Você na Miséria

 

Esse é o ponto central: a esquerda não quer uma sociedade com classe média forte. Ela trabalha para existir apenas:

 

Os políticos e burocratas, donos do poder e do privilégio.

 

Os miseráveis, dependentes eternos de auxílios e esmolas oficiais.

 

Hoje, 94 milhões de brasileiros recebem algum auxílio do governo. A cada novo imposto e a cada nova crise, esse número aumenta. O cidadão deixa de ser livre e se transforma em súdito, obrigado a agradecer pela esmola que nada mais é do que a devolução de uma pequena parte do que já foi roubado.

 

O Apocalipse Econômico Já Começou

 

Estamos assistindo ao desmonte silencioso da economia brasileira. O apocalipse não virá com bombas, mas com boletos.

 

O socialismo não chega de fuzil na mão, mas de planilha na Receita Federal.

 

E, se nada mudar, o futuro já está escrito:

 

Você não terá nada, dependerá do governo — e ainda pagará caro por isso (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 25/9/25)